Peemedebistas pedem inquérito sobre escuta

Os deputados José Lourenço (PMDB-BA), Jonival Lucas da Silva Júnior (PMDB-BA) e o ex-deputado Jonival Lucas da Silva impetraram hoje na Polícia Federal pedido de abertura de inquérito criminal para investigar a origem da escuta telefônica assunto de reportagem publicada nesta semana na revista Veja. José Lourenço, Jonival Júnior, Roland Lavigne (PMDB-BA) e Leur Lomanto (PMDB-BA) solicitaram ao presidente da Câmara, Michel Temer, que instaure "procedimento apropriado" para investigar o fato. Na representação entregue ao diretor-geral da PF, Agílio Monteiro Filho, o advogado José Gerardo Grossi, em nome dos parlamentares, solicita que, além da instauração de inquérito criminal, sejam "indiciados os responsáveis" pela escuta telefônica. O advogado, em sua petição, sugere que a revista teve acesso, além da transcrição, também às próprias fitas, ao pedir ao leitor para ouvir os trechos das gravações em sua página na Internet. Para solicitar o indiciamento dos responsáveis, Grossi recorre ao Artigo 10 da Lei 9.296, de 1996, segundo o qual constitui crime realizar interceptação telefônica ou quebrar segredo de Justiça sem autorização judicial. A pena é reclusão de dois a quatro anos, além de multa. Na mesma representação, os parlamentares e o ex-deputado informam seus telefones residenciais e dos respectivos gabinetes para realização de perícia. Solicitam ainda que seja requisitada a fita utilizada pela revista. Na representação entregue ao presidente da Câmara, os parlamentares dizem que a denúncia de troca do PFL pelo PMDB "por dinheiro" é um fato "absolutamente mentiroso". No mesmo documento, os parlamentares "insistem" em solicitar que seja instaurado procedimento administrativo por se considerarem vítimas de "delinquentes ousados e inadaptados ao estado democrático de direito." No início da noite, a Polícia Federal informou que a representação entregue por Grossi ainda não tinha sido entregue ao diretor-geral.

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