Peemedebistas levam insatisfação a Michel Temer

Para debelar mais um foco de insatisfação na base aliada, o vice-presidente Michel Temer se reuniu ontem à noite por quase três horas com os insatisfeitos do PMDB e com o líder da legenda na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), cuja liderança está sendo questionada. Deputados rebeldes têm contribuído para desestabilizar o ministro do Turismo, Pedro Novais, um peemedebista patrocinado pelo líder.

RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

23 de agosto de 2011 | 09h12

Depois do encontro, questionado sobre a permanência do ministro do Turismo, Osmar Terra (RS) disse que a questão "vai depender dos próximos dias". "Contra ele não tem nada, mas isso também tem uma questão política junta que precisa ser resolvida. Vamos ver como isso vai se comportar nos próximos dias", afirmou Osmar Terra.

Para Henrique Eduardo Alves, esse assunto "não está em questionamento". Após a reunião, Alves admitiu que é preciso "ouvir mais" e prometeu mais "diálogo" com os correligionários para evitar novas distensões dentro da legenda e da base aliada. Parte da bancada do partido pressionava por não ter sido agraciada na composição do segundo e terceiro escalões da máquina federal. A demora levou o grupo a até ameaçar apoio à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção para investigar os escândalos do próprio governo - há também críticas à atuação do próprio Henrique Eduardo Alves, por falta de consultas à bancada na hora de fazer decisões.

Participaram também da reunião Danilo Forte (CE), Teresa Surita (RR), Renan Filho (AL), Lúcio Vieira Lima (BA), Rose de Freitas (ES), Darcísio Perondi (RS) e Manuel Júnior (PB).

Para Osmar Terra, o partido está ocupando uma posição periférica dentro do governo. "Não somos ouvidos na questão da política econômica, porém temos de estar na base do governo defendendo o que é feito", criticou. "É inadmissível que não se vote a emenda 29 ainda nesta semana. Nós estamos defendendo dentro do partido, propondo inclusive obstrução se não for votada", ameaçou, referindo-se à emenda que fixa os percentuais mínimos a serem gastos na saúde por Estados, municípios e União.

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