Peemedebistas de São Paulo declaram voto a Dilma e Temer

'Não poderíamos ir contra uma decisão da Executiva Nacional do PMDB', justifica deputado sobre decisão do partido coligar-se nacionalmente com o PT e Dilma

Malu Delgado, de O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2010 | 19h08

SÃO PAULO - Alinhados aos tucanos em São Paulo, parlamentares do PMDB paulista assinaram ontem manifesto de apoio à candidatura de Dilma Rousseff (PT) à Presidência e a Michel Temer (PMDB) para a vice. O documento conta com assinaturas de três dos quatro deputados estaduais Jorge Caruso, Baleia Rossi e Uebe Rezeck e o único federal além de Temer, Francisco Rossi.  

 

Segundo o deputado estadual Jorge Caruso, vice-presidente do PMDB de São Paulo e um dos que subscrevem o apoio a Dilma, a bancada paulista ainda não tinha se manifestado oficialmente sobre a disputa nacional.

 

"O (Orestes) Quércia deu orientação no sentido de apoiarmos o (José) Serra, mas sempre defendemos as coligações oficiais do PMDB, em São Paulo com Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloysio Nunes (PSDB) e a nacional com Michel Temer", explica Caruso. "Não poderíamos ir contra uma decisão da Executiva Nacional do PMDB", justifica o deputado, referindo-se à decisão do partido de coligar-se nacionalmente com o PT e Dilma.

 

A manifestação da bancada ocorre semanas após o mentor da aliança com o PSDB e presidente do PMDB paulista, Orestes Quércia, ter se ausentado da disputa eleitoral ao Senado por motivos de saúde.

 

Os parlamentares paulistas afirmam que Quércia "sempre respeitou as posições individuais". "O Quércia sabe a postura de cada um e também está ciente da questão nacional", reitera Jorge Caruso.

 

"Tendo em vista os últimos acontecimentos, ocorridos com o nosso companheiro Orestes Quércia, (...) que teve importante participação histórica no longo processo de redemocratização do País, as bancadas federal e paulista do nosso partido (...) decidem manifestar seus apoios políticos à chapa Dilma/Michel Temer", diz o documento. Nele, Temer é citado como "o grande condutor nacional do PMDB".

 

Vanessa Damo, única deputada estadual que não assinou o manifesto, alegou a dirigentes do PMDB nacional que apoiará Dilma Rousseff, mas optou por não explicitar a decisão em função de rivalidade regional com o PT de Mauá.

 

A posição do PMDB paulista, segundo o coordenador do comitê suprapartidário de Dilma no Estado, Du Altimari, "é um reconhecimento ao trabalho do presidente do partido, Michel Temer". "Isso dá um direcionamento muito importante à campanha no Estado", comemorou. Prefeito de Rio Claro, Altimari afirmou que "a maioria dos prefeitos do PMDB está hoje bem dividida" entre as candidaturas de José Serra e Dilma Rousseff.

 

Senado

 

O vice-presidente do PMDB, Jorge Caruso, esclareceu que a Executiva Estadual do partido tomou a decisão de liberar o segundo voto ao Senado. Com a desistência de Quércia, o PMDB cedeu a vaga e o tempo no horário eleitoral gratuito ao PSDB e apoiou o candidato Aloysio Nunes Ferreira. Porém, para o segundo voto, o PMDB não fará nenhuma indicação. Caruso disse que votará em Aloysio para a primeira vaga e em Marta Suplicy (PT) para a segunda.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.