Peemedebista é o que mais falta a sessões

Levantamento indica Sarney no topo da lista, com 17 ausências

João Domingos, O Estadao de S.Paulo

28 de julho de 2009 | 00h00

Envolvido numa série de suspeitas de irregularidades, que vão do tráfico de influência para nomear parentes ao uso de atos secretos e desvio de verbas públicas, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), foi o senador mais faltoso às sessões deliberativas da Casa no primeiro semestre. De acordo com levantamento feito pelo portal Congresso em Foco, das 60 sessões, Sarney faltou a 17. O senador mais assíduo foi Epitácio Cafeteira (PTB-MA), que apesar dos 85 anos e de ter dificuldades de locomoção, apareceu em todas as votações.Se tivesse faltado a mais três sessões, Sarney poderia responder a processo de perda de mandato - pena prevista pelo artigo 55 da Constituição, mas pouca acionada. Pela norma constitucional, perderá o mandato o deputado ou o senador que faltar à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada. Até hoje, a punição foi aplicada em apenas dois casos. Em 1990, os então deputados Mário Bouchardet (PMDB-MG) e Felipe Cheide (PMDB-SP) foram cassados por gazeta. Desde então, os parlamentares sempre justificam suas faltas e escapam dos processos.Por causa dos problemas que enfrenta, Sarney delegou aos outros dirigentes da Mesa a incumbência de tocar as sessões de votação. Usou parte de seu tempo para preparar a defesa.Em segundo lugar na lista dos mais faltosos aparece Wellington Salgado (PMDB-MG), um dos principais defensores do presidente do Senado, com 12 faltas sem pedido de licença. Depois vem o líder do DEM, José Agripino Maia (RN), com nove ausências sem justificativa.Ao todo, conforme o levantamento, os 81 senadores atuais e os agora governadores José Maranhão (PMDB-PB) e Roseana Sarney (PMDB-MA)acumularam 185 faltas sem justificativa, - 4,5% do total de presenças registradas em plenário. As ausências diminuíram em relação a 2007, quando foi feito o primeiro levantamento. O porcentual de faltas naquele ano foi de 16%.O presidente do Senado, segundo assessores, tem muitas faltas em decorrência de compromissos fora do Congresso.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.