Peemedebista diz que gravação comprometedora é briga de facções

Deputado Eduardo Cunha justifica citação em áudio de conversa telefônica como montagem de grupos da Polícia Federal

Marcelo Portela/Belo Horizonte, O Estado de S. Paulo

24 de janeiro de 2015 | 07h42

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse ontem que "está claro" que a gravação com conversa telefônica no qual é citado de forma comprometedora "é uma montagem" que pode ser resultado de uma "briga de facções" da Polícia Federal, sem especificar quais seriam essas facções. O parlamentar encaminhou a gravação, que primeiramente atribuiu à "cúpula da PF", ao Ministério da Justiça pedindo a abertura de investigação porque disse ser vítima de "armação" em meio à disputa acirrada pela presidência da Câmara.

"Está claro, como eu sabia, que é uma montagem", disse Cunha ao receber título de cidadão honorário de Belo Horizonte, na Câmara da capital mineira. "Agora eles (PF) apurem onde aquela montagem ia aparecer, como ela surgiu e quem a fez. É importante esclarecer isso para a sociedade. Não dá mais para, em todo processo eleitoral, aparecerem coisas dessa natureza", acrescentou.

Cunha ressaltou que não acusou "quem quer que seja" de estar por trás do caso. "Relatei ao ministro da Justiça coisas que não falei publicamente, porque eu não queria expor nomes sem qualquer prova. Poderiam estar sendo vítimas de qualquer tipo de briga de facções. Não farei isso", disse ele, que terá nova audiência com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na terça-feira.

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