Pedro Simon diz que bate boca não o intimidou

Para senador gaúcho, cenário de embate ficará mais acirrado entre os senadores

Carol Pires, Agência Estado

04 de agosto de 2009 | 17h11

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) garantiu hoje que não ficou intimidado com os discursos feitos ontem pelos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL), em defesa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Ontem, os dois senadores alagoanos trocaram acusações com Simon, enquanto o parlamentar gaúcho discursava pela renúncia de José Sarney do comando da Casa.

 

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"Não me intimidei, senti pena. Fiquei preocupado com aquele ar de revolta, de angustia, ele veio impetuoso. Parecia o Collor presidente da República. Ontem, ele voltou a ser o que era. Fiquei angustiado com os olhos dele", disse Simon, quando questionado sobre a reação do ex-presidente da República Fernando Collor, que, visivelmente irritado, chegou a dizer a Simon que "engolisse as palavras", quando o gaúcho citou um evento de sua trajetória política.

 

Simon garante que continuará insistindo pela renúncia de Sarney do comando do Senado, mas avalia que, depois da ofensiva promovida pelos senadores aliados ao presidente, o cenário de embate ficará mais acirrado entre os senadores.

 

O senador gaúcho contou que alguns colegas, espantados com a reação agressiva de Fernando Collor, o questionaram se ele não teria sentido medo de que o senador alagoano o agredisse fisicamente, a exemplo do que fez seu pai, Arnon de Mello, na década de 60, quando matou com um tiro no peito o senador José Kairala, em plenário.

 

Segundo registros, Arnon Mello tentou acertar um desafeto político seu, o senador Silvestre Péricles, mas acertou, por engano, Kairala, que estava logo atrás. "Fiquei com medo do olhar dele, mas na hora não me lembrei deste episódio, não tive medo. Mas o pai dele errou porque estava numa distância maior. Ontem, na distância que ele estava de mim, eu não teria chance de sobreviver", ironizou Simon.

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