Pedro Corrêa já esperava por decisão do STF, diz filho

Ex-presidente nacional do PP, condenado por envolvimento no mensalão, vai acatar determinação judicial e cumprir pena em regime semiaberto

Angela Lacerda - O Estado de S. Paulo

14 de novembro de 2013 | 10h42

RECIFE - Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a sete anos e dois meses de prisão no regime semiaberto pelos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva no processo do mensalão, o ex-presidente nacional do PP, Pedro Corrêa, de 66 anos, aguarda a expedição do mandado de prisão para se entregar à Justiça. Ele está na sua fazenda, Boa Esperança, no município de Brejo da Madre de Deus, no agreste. Em sessão nesta quarta-feira, 13, o Supremo Tribunal Federal determinou a execução das penas dos condenados por envolvimento no caso.

"Ele já esperava a condenação e assim que for intimado vai cumprir o que a Justiça determinar", informou seu filho, o advogado Fábio Corrêa, provável candidato a deputado federal, em entrevista, na manhã desta quinta-feira, 14. A Polícia Federal em Pernambuco aguarda o mandado de prisão do ex-deputado.

Fábio não considera justa a condenação e entende que "todo o julgamento tem sido político". "Na minha visão não houve mensalão, foi recurso para campanha, como todos os políticos fazem." Desde que foi cassado no processo do mensalão, em 2006, Pedro Corrêa, que tinha vida social e política intensa, se retraiu, de acordo com o filho. "Desde então ele está recluso, começou a pagar a pena dele, independente da pena judicial" e tem passado mais tempo na fazenda, onde cria gado e bode. "Nada extensivo, é área de seca", observou Fábio.

De acordo com o advogado trabalhista e empresarial, o pai não está tranquilo porque "ninguém fica tranquilo para ser preso", mas embora tenha brigado judicialmente pela sua liberdade, vai fazer o que for determinado pela justiça. "Ele não vai fugir, já entregou o passaporte", adiantou.

Aposentado como médico radiologista concursado no âmbito federal e estadual, Pedro Corrêa também tem aposentadoria proporcional ao tempo de parlamentar - ele chegou à Câmara Federal em 1979, eleito pela Arena, e foi reeleito sucessivamente até à cassação em 2006. Ele tem três filhos - duas mulheres e um homem - e sete netos. Uma das filhas, Clarisse, é deputada federal pelo PP de São Paulo, cidade onde mora há 20 anos; a outra é empresária. Fábio, o mais velho, nunca se candidatou, mas poderá tentar uma cadeira na Câmara Federal no próximo ano. "É uma possibilidade", disse.

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