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Pediram meu pescoço mas ele deve ficar no lugar, diz Minc

Após desentendimentos, ministro reconhece que se excedeu e diz que fica no cargo até fim do governo Lula

Leonardo Goy, da Agência Estado,

04 de junho de 2009 | 13h40

Desgastado devido a desentendimentos com outros ministros e com a bancada ruralista do Congresso, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta quinta-feira, 4, que deverá permanecer no cargo. "Aqui no parlamento pediram o meu pescoço, mas pelo que me consta, ele ainda está no mesmo lugar e provavelmente vai ficar até o fim do governo Lula, então nós temos que nos entender", disse o ministro, após participar de sessão da Comissão de Meio Ambiente da Câmara para discutir a proposta de emenda constitucional que pretende transformar o serrado e a caatinga em patrimônios nacionais.

 

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Nos últimos dias, o ministro Minc fez duras críticas aos ruralistas e chegou a chamar os produtores de "vigaristas". No contra-ataque, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), presidida pela senadora Katia Abreu (DEM-TO), pediu a demissão do ministro.

 

Minc reconhece que se excedeu. "É claro que no momento da briga, eu tenho 20 anos de parlamento, sei como é isso, eu no carro da Contag me excedi". Ele, entretanto, sinalizou que está disposto a conversar com a senadora para resolver as diferenças. E disse que na semana que vem irá procurá-la. "Ora, fiz acordo com a soja, com a cana e com o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, por que não posso fazer com a senadora Katia Abreu, que é muito mais bonita, muito mais simpática e muito mais articulada?", questionou.

 

"O Brasil precisa de entendimento entre agricultura e ecologia", disse Minc. O ministro afirmou que o presidente Lula e a ministra-chefe da casa Civil, Dilma Rousseff, estão contentes com o trabalho da pasta. Segundo Minc, o meio ambiente deixou de ser um problema para o desenvolvimento do País.

 

"Na quinta-feira passada estive com o presidente e ele disse que estava muito contente com o ministério por três razões: primeiro porque o desmatamento da Amazônia caiu pela metade, segundo porque o número de licenças dobrou e terceiro porque eu tenho bom humor", disse.

 

O ministro afirmou que Lula disse que quando ele briga tem de fazer as pazes e tomar cuidado ao falar publicamente de outros ministros. "Eu, como ministro obediente em relação ao meu chefe, não farei mais polêmicas públicas com outros ministros", declarou.

 

Minc tem em seu histórico atritos públicos com o Ministério da Agricultura e dos Transportes, por exemplo. O ministro confirmou que às 15h30 vai se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no lançamento do Manifesto Amazônia para Sempre. Ele, inclusive, confirmou que amanhã estará com Lula em Abrolhos (BA) e assinará com o presidente quatro criações de unidades de conservação.

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