Pedidos de ministros estão dentro dos planos de despesas

Informação é de Paulo Bernardo, que diz que pedidos de Haddad e Patrus devem ser aceitos mesmo com cortes

EVANDRO FADEL, Agencia Estado

07 de novembro de 2008 | 10h33

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, afirmou em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, que devem ser aceitos os pedidos dos ministros Fernando Haddad, da Educação, e Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social, num momento em que se fala de contenção de despesas. Bernardo disse que "essas tratativas estão dentro do que nós planejamos". O ministro Haddad esteve no Congresso para pedir apoio a projetos que criam cargos de docentes para expansão do ensino universitário e do ensino técnico federal. Segundo o ministro do Planejamento, em conversa entre os dois, foi dito a Haddad que não existe qualquer estudo de alteração no planejamento inicial. "Vamos fazer um cronograma de implantação de novos cursos e fazer a planilha para prever o impacto e não sermos pegos de surpresa", afirmou. Em relação a Ananias, Bernardo disse que o pedido de criação de 120 cargos tem "impacto orçamentário ínfimo".ObamaBernardo ainda afirmou que a sucessão norte-americana não deve interferir nas discussões a serem realizadas neste final de semana, em São Paulo, por representantes do G-20, em preparação à cúpula de Washington. "A questão política acho menor, neste momento, até porque as notícias de agências internacionais dão conta de que o governo (George W.) Bush já trabalha em conjunto com a assessoria do presidente eleito, Barack Obama. Acredito que não haverá nenhuma solução de continuidade, pois o governo Bush não vai propor uma coisa que depois vai ser refutada ou alterada radicalmente pelo Obama quando assumir."

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