Pedido de petista pode atrasar julgamento do mensalão

O ex-deputado petista Paulo Rocha (PA) apresentou nesta segunda-feira uma nova questão de ordem ao processo do mensalão, o que pode atrasar o início das 38 sustentações orais das defesas dos réus da ação, no Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa quer que a sustentação oral feita na última sexta-feira pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, seja juntada aos autos.

RICARDO BRITO, Agência Estado

06 de agosto de 2012 | 14h25

O pedido foi feito pelo advogado João Gomes, um dos que defendem Paulo Rocha. A justificativa é de que Gurgel leu sua sustentação e nela apresentou fatos novos que devem ser rebatidos pelos réus da ação penal. "O procurador-geral fez um arrazoado escrito e leu em plenário. Ele deveria ter juntado porque trouxe inovações ao processo e, pelo princípio da ampla defesa, devemos ter acesso à manifestação", afirmou Gomes.

O defensor de Paulo Rocha disse que o chefe do Ministério Público não trouxe fatos novos em relação ao seu cliente. Mas, na opinião de Gomes, se a manifestação dele não for juntada à ação, os advogados ficam "impedidos" de rebatê-la. Gomes pede que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, acate o pedido individualmente ou o submeta ao plenário da Corte, antes do início das sustentações orais da defesa, que começam nesta tarde.

Os advogados de José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Marcos Valério serão os primeiros a falar e tentarão desconstruir a acusação de que seus clientes formaram uma quadrilha para corromper parlamentares no Congresso.

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