Pedido de cassação de Renan teve apoio de petistas

Suplicy, Botelho e João Pedro contribuíram para derrota do senador; conselho tem ao todo 15 membros

REUTERS

05 de setembro de 2007 | 14h37

A representação do PT no Conselho de Ética foi unânime em aprovar nesta quarta-feira o relatório dos senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) que pediu a cassação do presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), por quebra de decoro parlamentar. A posição dos petistas era uma incógnita pela importância de Renan Calheiros como aliado do governo, mas Augusto Botelho (RR), Eduardo Suplicy (SP) e João Pedro (AM) apoiaram o pedido de cassação, ampliando o tamanho da derrota do presidente do Senado. Renan foi derrotado por 11 votos a 4.      Veja também:   Conselho aprova parecer pela cassação de Renan Calheiros Veja a cronologia do caso Renan Íntregra do relatório que pede a cassação de Renan  Entenda as três frentes de investigação contra Renan  Em resposta a aliado de Renan, relatores defendem cassação 'Vamos ganhar... É ter calma', afirma Renan sobre cassação Aliado de Renan, Salgado não vê indícios para cassação Saiba como tramitará o processo contra Renan   Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação  Nova denúncia: Renan tem de explicar propinas   Renan é acusado de ter despesas pessoais pagas por lobista da construtora Mendes Júnior. Os relatores levantaram oito pontos que justificariam a cassação do senador, que vão do uso de lobista para pagar contas pessoais a irregularidades fiscais e omissão de contas bancárias.O caso segue nesta quarta-feira para sessão extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça, integrada por 23 senadores. Se o processo for aprovado, vai para o plenário da Casa, que deve examiná-lo na próxima semana, em votação secreta.Renan tem mais duas representações contra ele no Conselho de Ética. Uma sobre suposto favorecimento à cervejaria Schincariol em negociação de dívidas com a Receita Federal e com o INSS, e outra relativa ao uso de laranjas para a compra de duas emissoras de rádio e um jornal em Alagoas. "O que aconteceu hoje aqui não serve de referência para o plenário em nada", disse Almeida Lima (PMDB-SE), aliado de Renan.A expectativa de Renan é de que colegas constrangidos em declarar seus votos diante das câmeras mudem de atitude no voto secreto em plenário. "Se o Senado não votar pela cassação, há outras representações tramitando. Essa crise não vai acabar nunca", avaliou Demóstenes Torres (DEM-GO).Se o primeiro processo durou três meses, o julgamento dos outros dois iria até o Natal, avaliam os senadores.

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