Pedido de ajuda de Benedita melindra Quintão

Somente no início da noite desta sexta-feira chegou ao Ministério da Defesa o ofício da governadora do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, pedindo o apoio das Forças Armadas na formação de uma força-tarefa para promover o combate ao crime organizado.No requerimento encaminhado ao Ministério, Benedita avisa que também está mandando cópias aos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, especificando que tipo de missão deseja que cada um delas execute.?Não há necessidade de terceiros estarem atribuindo missões aos militares?, declarou, nesta sexta-feira, o ministro da Defesa, Geraldo Quintão, ao Estado, voltando a queixar-se da atitude da governadora. Segundo o ministro, um dos artigos do Plano Nacional de Segurança Pública do governo estabelece claramente em que casos as Forças Armadas podem ajudar no caso de combate ao crime organizado e ao narcotráfico. ?É apenas em comunicações, logística e inteligência?, reiterou o ministro.A análise do requerimento não será feita pelo ministro Quintão, porque, neste sábado, ele embarca para Portugal, e o general Gleuber Vieira, comandante do Exército assume o cargo interinamente. ?O ministro interino dirá como as Forças Armadas podem ajudar?, ressaltou Quintão, ao comentar que a questão deve ser definida na segunda-feira, na reunião de Gleuber com os demais comandantes.O ministro ressalta, no entanto, que os militares estão dispostos a colaborar com o governo do Rio. A atitude da governadora desagradou profundamente ao ministro e aos próprios comandantes. Todos consideraram uma intromissão indevida em assunto não é da competência dela.A governadora, não pode, por exemplo, se dirigir diretamente aos comandantes, e o ministro já havia afirmado anteriormente que as Forças Armadas sabem exatamente quais são as suas funções. Desde o início da semana, a governadora do Rio de Janeiro tem comentado que quer a colaboração da Marinha, da Aeronáutica e da Polícia Federal na fiscalização dos portos, aeroportos e áreas vulneráveis da costa fluminense.Quer ainda que a Aeronáutica aja na identificação e inutilização de aeroportos clandestinos e que o Exército possa fiscalizar as indústrias de armas, apressando as informações sobre estes registros e ajudando a combater o crime, ao lado das polícias militar e civil.

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