Pedida quebra de sigilo de suspeitos na Sudam

O Ministério Público Federalpediu, nesta sexta-feira, a quebra de sigilo bancário de 40 pessoas e três empresas suspeitas de envolvimento nas fraudes na extintaSuperintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).Entre elas estão os ex-secretários-executivos do Ministério daIntegração Nacional Benivaldo Alves de Azevedo e Maurício Vasconcelos e o ex-superintendente da Sudam José ArthurGuedes Tourinho, além de 22 funcionários da autarquia.Os atingidos pelo pedido praticamente são os mesmos para os quais a Procuradoria da República em Tocantins pediu a prisãopreventiva, no mês passado, mas apenas 22 suspeitos chegaram a ficar presos durante cinco dias.Na relação enviada nesta sexta-feira peloMPF à Justiça Federal de Palmas, também estão os irmãos José Soares Sobrinho e Sebastião José Soares, aliados políticosdo presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), em Altamira (PA).Um dos principais objetivos da investigação é chegar à família Soares, que possui projetos fraudados em Tocantins, Amapá ePará, todos administrados por laranjas.Os irmãos Sebastião e Romildo Onofre ? este último já teve sua quebra de sigilo bancáriodeterminada pela Justiça ? e José Sobrinho, podem ser testas-de-ferro de outras pessoas, ou estão no comando de umesquema político de Altamira.Pela avaliação do Ministério Público e da Polícia Federal, a quebra do sigilo poderá facilitar as investigações, que hoje estãosendo mais freqüentes na região da Transamazônica, reduto eleitoral de Barbalho e onde se concentra a maior parte dosprojetos fraudados da Sudam.Pelo menos cinco empreendimentos são comprovadamente de integrantes do PMDB da cidadee podem ter sido criados para a formação de caixa de campanha eleitoral.Também foi pedida a quebra de sigilo bancário de Maria Auxiliadora Barra Martins e Geraldo Pinto da Silva, dois contadoresque possuem os maiores escritórios de assessoria de projetos e são suspeitos de comandar o esquema de fraudes.Noinício da semana, a Justiça Federal de Belém também decretou o bloqueio dos bens de Maria Auxiliadora, ex-contadora daempresa Centeno&Moreira, da mulher de Jader Barbalho, Márcia Cristina Zaluth Centeno.O pedido de quebra de sigilo também foi feito para as empresas AME ? Assessoria de Projetos e Contabilidade Ltda, deMaria Auxiliadora, e o escritório GPS ? de Geraldo Pinto da Silva ? além da consultoria Contaplan, de Raimundo Barra, irmãode Maria Auxiliadora.Outras 22 pessoas, todas funcionárias da extinta Sudam, também foram alvo do pedido de quebra de sigilo, já que foramcitadas em diversos trechos da escuta telefônica feita pela PF no ano passado.Os envolvidos são acusados de facilitaro esquema de fraudes na autarquia. Os outros pedidos de quebra de sigilo foram para pessoas que seriam laranjas dosfraudadores.

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