Pedida cassação dos registros precários de jornalista

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo irá pedir ao Ministério do Trabalho a anulação dos registros precários concedidos no período em que vigorou a decisão judicial que abolia a exigência do diploma para jornalistas. A sentença, que partiu da Juíza Carla Rister, da 16ª Vara Federal, foi derrubada na semana passada pela desembargadora Alda Basto, do Tribunal Regional Federal, segundo quem o assunto deverá ser reestudado em instância superior. Dessa forma, a graduação no curso de jornalismo volta a ser essencial para o exercício da carreira. Uma decisão definitiva para o caso só deve ocorrer após julgamento no Supremo Tribunal Federal, caso as partes recorram até essa instância. De acordo com o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Fred Ghedini, cerca de 4 mil pessoas no Estado conseguiram obter o registro precário, nos quase dois anos em que foi abolida a exigência do diploma. Em todo o País, o número deve chegar a 6 mil. Ghedini disse que irá conversar com representantes das delegacias regionais do trabalho e do próprio ministério, solicitando que essas pessoas sejam oficializadas sobre a decisão judicial e devolvam os certificados. Ela admite, no entanto, que não há garantias de que o pedido será aceito. "A decisão tem que partir do Ministério do Trabalho", justificou.

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