Andre Dusek/AE
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Pedetista admite que partido avalia saída de Lupi do ministério

Segundo presidente em exercício do partido, o partido ainda não entrou em consenso sobre a decisão

Denise Madueño, de Agência Estado

16 de novembro de 2011 | 19h46

O presidente em exercício do PDT, deputado André Figueiredo (CE), admitiu nesta quarta-feira, 16, que o partido avalia a saída do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, do cargo, depois das últimas notícias de desmentidos e contradições protagonizados por ele. "O partido confia plenamente no ministro Lupi. A única coisa que questionamos é a oportunidade de ele continuar no Ministério. É uma questão de discutir a oportunidade", disse Figueiredo. Ele afirmou que, com o tempo, tem crescido a tendência de parlamentares do PDT a favor da saída de Lupi. "Quando se passa muito tempo com o partido sendo noticiado de forma negativa, cresce a insatisfação", afirmou.

O presidente do PDT afirmou que, caso Lupi deixe a pasta, o partido não deverá indicar nenhum substituto e que a presidente Dilma poderá colocar um "técnico" no lugar do ministro. "O que move o partido são causas", disse, ressaltando que o PDT, nessa hipótese, continuará apoiando o governo Dilma.

A Executiva do PDT vai se reunir nesta quinta-feira, 17, após o depoimento de Lupi no Senado para avaliar o desempenho do ministro e o apoio ou não do partido. Figueiredo disse que o ministro Lupi vai dizer aos senadores, amanhã, quem pagou o avião que usou na viagem ao Maranhão, em 2009, arranjado pelo dono na ONG Pró-Cerrado, Adair Meira. A entidade é beneficiada com contratos de R$ 13,9 milhões com a pasta comandada por Lupi.

No depoimento no Senado, Lupi deve recuar e dizer que se encontrou com Adair Meira, o empresário que negou conhecer em audiência pública na Câmara, na semana passada. "O ministro disse que não tem uma relação íntima com ele (Adair). Ele (Lupi) disse que deve ter se encontrado com ele em algumas solenidades", relatou o presidente do PDT, que se reuniu com Lupi e o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), após o encontro do ministro com a presidente Dilma Rousseff. Apesar de considerar que Lupi vai corrigir a declaração dada aos deputados, André Figueiredo defendeu o ministro dizendo que ele não é mentiroso.

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