PEC da Previdência é prioridade da convocação extraordinária

Os líderes da base aliada no Senado e na Câmara definiram as prioridades do governo na pauta da convocação extraordinária do Congresso, em quase três horas de almoço com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, no Palácio do Planalto. Dirceu deixou claro que o projeto de maior importância a ser apreciado na convocação é a PEC Paralela da Previdência.A intenção da base, porém, é apenas votar a PEC Paralela se houver um acordo de procedimento que impeça a reabertura das discussões já encerradas na reforma da Previdência. "Se na Câmara houver partidos ou deputados que queiram rediscutir tudo de novo, esse assunto não vai andar. Se houver acordo de procedimentos de não reabrir a discussão sobre Previdência e se dispensar prazos, nós estamos dispostos a muito rapidamente levar o assunto para o plenário", disse o vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS).Os líderes também vão trabalhar para desobstruir a pauta da Câmara - que está trancada com a Medida Provisória que cria o Programa Especial de Habitação Popular. A MP foi votada em dezembro do ano passado, mas em razão de emendas feitas pelo Senado ao texto aprovado na Câmara, terá que ser apreciada novamente pelos deputados.Depois de liberar a pauta, os parlamentares querem votar, ainda esta semana, a Parceria Público-Privada (PPP). Na semana que vem, os líderes querem incluir na pauta a Lei de Biossegurança e a MP do Setor Elétrico. "Esta pauta é a que nós estamos minimamente acertando. Vamos conversar com o presidente João Paulo para estruturar a agenda da Câmara dentro dessas prioridades que o governo tem interesse de aprovar", ressaltou Albuquerque. Já o líder do PSB, Eduardo Campos (PSB-PE), ressaltou que além da PEC Paralela, a PPP também é prioridade para o governo. "Ela vai abrir grandes investimentos para o país", disse.Sobre a proposta de incluir na pauta da convocação o projeto que reduz para 30 dias o recesso parlamentar, Beto Albuquerque disse que a decisão será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Esse assunto depende do autor da convocação concordar ou não. Eu continuo achando que 30 dias de recesso seria ótimo. Mas tem gente que pensa que os três meses, como é hoje, são importantes para visitas às bases. Isto é questão de opinião, que deve ser resolvida internamente entre os parlamentares", disse. As informações são da Agência Brasil.

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