Peão de boiadeiro foi profissionalizado

O presidente Fernando Henrique Cardoso sancionou nesta quarta-feira um projeto de lei de autoria do deputado Jair Meneghelli (PT-SP), transformando as atividades de peão de boiadeiro e de trabalhadores em rodeio no País em profissão, medida que deverá beneficiar cerca de 70 mil pessoas. Agora, o peão passará a ser considerado atleta profissional, além de poder se inscrever como segurado da Previdência Social na condição de trabalhador autônomo. Para ter direito aos benefícios da nova lei, o peão de boadeiro terá de comprovar sua atividade mediante a participação remunerada em provas de destreza em montaria em animais bovinos e eqüinos e em torneios, vaquejadas e provas de laços que forem promovidos por entidades públicas e privadas. A lei estabelece, ainda, que a participação em rodeios de maiores de 16 e menores de 21 anos só poderá ocorrer com autorização expressa do pai ou responsável legal. A atividade de peão de boadeiro é responsável, só no Estado de São Paulo, pela realização de 1.250 rodeios por ano. Em Barretos (SP), por exemplo, a Festa do Peão de Boiadeiro movimenta em média R$ 2 bilhões durante os 10 dias da programação.

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