PDT perdeu relevância e respaldo ético desde que assumiu Trabalho, diz Cristovam

Senador que disputou presidência da República pelo partido faz desabafo no Twitter após denúncias de desvios em ministério comandado pela legenda

Lilian Venturini - O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2013 | 10h19

Em tom de desabafo, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), comentou as denúncias de irregularidades no Ministério do Trabalho, liderado pelo também pedetista Manoel Dias, e defendeu as investigações na pasta. "É triste reconhecer, mas desde que assumiu ministério o PDT ficou irrelevante politicamente e suspeito eticamente", afirmou em seu perfil no Twitter na manhã desta segunda-feira, 16.

O ministério é alvo de investigações em duas operações da Polícia Federal, a Pronto Emprego e a Esopo, ambas apuram fraudes em convênios firmados com entidades para execução de programas federais. Após as denúncias, dois secretários da pasta já deixaram os cargos.

 

O PDT começou a comandar o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) com Carlos Lupi, presidente da legenda, que acabou demitido no processo de "faxina" no início do governo Dilma Rousseff, em 2011, também por queixas de irregularidades. Na semana passada, o atual ministro defendeu a legenda e disse que as denúncias como as apontadas pela PF existem "em qualquer lugar".

 

Na noite desse domingo, 15, também pelo Twitter, o senador, que já disputou a Presidência pelo partido em 2006, disse esperar que a PF "vá fundo" nas apurações. A reação de Cristovam Buarque é partilhada por outros correligionários, como o deputado José Antônio Reguffe (DF) que, em discurso na Câmara, parabenizou a PF pela operação. O Senador Pedro Taques (MT) não fez comentários em seu perfil, mas compartilhou o post de Cristovam em que defende a continuidade das investigações.

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