Infográfico/Estadão
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PDT expulsará seis deputados que votaram a favor do impeachment

Partido abriu processo contra Flávia Morais, Giovani Cherini, Hissa Abrahão, Mário Heringer, Sérgio Vidigal e Subtenente Gonzaga

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2016 | 16h58

BRASÍLIA - Um dia após a Câmara aprovar a admissibilidade do impeachment, a Executiva Nacional do PDT autorizou nesta segunda-feira, 17, a abertura de processo de expulsão dos seis deputados do partido que votaram a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). 

Os processos foram abertos contra os deputados Flávia Morais (GO), Giovani Cherini (RS), Hissa Abrahão (AM), Mário Heringer (MG), Sérgio Vidigal (ES) e Subtenente Gonzaga (MG). Apesar de o partido ter fechado questão contra o impeachment, só 12 dos 19 deputados do PDT votaram com o governo neste domingo, 16, além de Pompeu de Mattos (RS), que se absteve, o que significou 13 votos favoráveis a Dilma.

Os seis dissidentes já tiveram a "expulsão política" aprovada pela direção do partido em reunião na manhã desta segunda-feira, considerada a primeira etapa do processo. Segundo o presidente do PDT, Carlos Lupi, a partir de agora a comissão de ética do partido vai começar seu processo e elaborar um parecer.

Pelos cálculos de Lupi, o processo no colegiado deve durar todo o mês de abril. Em seguida, a Executiva Nacional do partido deverá votar o parecer da comissão de ética em reunião já marcada pelo presidente da legenda para 30 de maio. 

O dirigente disse não estar preocupado em perder seis deputados. "Você não perde aquilo que não é teu", disse. "A gente aparenta perder, mas com o tempo ganha. Ontem, todos que comemoraram a derrota da presidente Dilma serão amanhã os grandes derrotados", emendou.

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