PDT do Senado rebela-se contra crédito suplementar

Horas depois de fechar um acordo com a oposição, cedendo ao PSDB a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista dos Cartões Corporativos, o governo foi surpreendido pela rebelião do PDT no plenário do Senado. Irritados com a medida provisória (MP) que autorizou a administração federal a liberar R$ 3,256 bilhões de crédito suplementar, aprovada na Câmara, o líder do partido no Senado, Jefferson Péres (PDT-AM), e o senador Osmar Dias (PDT-PR) anunciaram que votarão contra a MP que está na pauta da Casa.A reação de Péres e Dias contra a medida se estendeu a outras legendas da oposição, como PSDB e DEM. O presidente do Congresso, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), foi obrigado a suspender a sessão por 20 minutos para tentar um acordo com os líderes partidários. Enquanto o tumulto tomava conta do plenário, os líderes do governo, no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e no Congresso, senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), estavam no Palácio do Planalto em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.A estratégia da oposição foi de endurecer para forçar a Câmara a votar logo as alterações na tramitação de MPs, conforme acerto feito por Garibaldi e o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP). "Se aprovarmos a MP, o governo continua enchendo a pauta com MPs", disse o senador Antonio Carlos Magalhães Filho (DEM-BA). Se o presidente do Congresso submeter a MP que liberou crédito suplementar à votação, o Poder Executivo corre o risco de perder.

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