PDT condiciona permanência no Trabalho ao aumento de verbas

Presidente do partido,Carlos Lupi afirma que'do jeito que está' nãohá interesse em mantero controle do ministério

NIVALDO SOUZA, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2014 | 02h02

BRASÍLIA - O presidente nacional do PDT, ex-ministro Carlos Lupi, cobrou ontem do governo Dilma Rousseff o "fortalecimento" do Ministério do Trabalho, pasta que seu partido ocupa desde o governo Luiz Inácio Lula da Silva. O atual titular, Manoel Dias, entregará o cargo na terça-feira, conforme orientação da Casa Civil do Palácio do Planalto. Poderá, porém, ser reconduzido ao cargo. Entretanto, Lupi condiciona a volta ao reforço de programas ligados ao Trabalho. Na prática, quer mais verbas.

"Para continuar no ministério, ele precisa ter suas políticas fortalecidas para chegar na ponta da sociedade", afirmou.

A reestruturação reivindicada pelo PDT já foi apresentada a Dilma. "Eu pessoalmente já falei para ela que o ministério precisa ser fortalecido", disse o presidente do partido. "Do jeito que está (o ministério), nem ele vai querer ficar", disse Lupi, referindo-se ao atual titular do Ministério do Trabalho.

O presidente do PDT afirmou que não pretende voltar para o cargo em 2015, caso o ministério permaneça sob comando da legenda. Lupi foi afastado da pasta em 2011, depois que a Comissão de Ética Pública da Presidência da República recomendou sua exoneração por envolvimento em um esquema de propina para a liberação de recursos do ministério para ONGs. "Sou carta fora do baralho", afirmou. "Já fui lírio do campo e hoje sou tiririca do brejo."

Bloquinho. A Executiva Nacional do PDT, deputados, senadores e governadores eleitos pela legenda aprovaram ontem a formação de um bloco parlamentar ao lado do PROS e do PC do B na Câmara dos Deputados.

Lupi não descarta a possibilidade de o bloco gerar uma fusão entre os partidos no futuro. O deputado Paulo Rubens (PE) calcula que o bloco pode ter de 40 a 50 deputados a partir de 2015. Os três partidos terão, somados, 40 deputados. Mas Rubens afirma que já há conversa com setores do PTB.

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