PCO ataca candidato Márcio Lacerda em Belo Horizonte

Coube a Pedro Pauloprovocar o candidato do PSB, que é apoiado pelo governador Aécio e o prefeito Pimentel

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

01 de agosto de 2008 | 06h12

Os candidatos do PSB, Márcio Lacerda , e do PCO, Pedro Paulo, protagonizaram os momentos mais quentes do primeiro debate da sucessão municipal em Belo Horizonte, realizado na noite da quinta-feira pela TV Bandeirantes. Lacerda confirmou sua presença somente cerca de duas horas e meia antes do início do debate. Para quem esperava um duelo entre a candidata do PCdoB, Jô Moraes (líder nas pesquisas já divulgadas), e Lacerda, coube ao "nanico" Pedro Paulo o papel de provocar o candidato do PSB, que é apoiado pelo governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Fernando Pimentel (PT).  Veja também:Especial: Corrida nas capitais  Logo no início, o candidato do PCO disse que a eleição é "um jogo de cartas marcadas", já que existem "dois PTs" disputando a prefeitura, numa referência às candidaturas Jô e Lacerda. Acusou a campanha do candidato do PSB de estar a serviço da elite empresarial. Lacerda reagiu com veemência e classificou como "injusta" e um grande equívoco a afirmação. Ele lembrou que foi militante de esquerda, tendo sido preso durante o regime militar. Aproveitou para citar o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sua candidatura e afirmou que é a favor do financiamento público de campanha. "Espero que na próxima eleição o candidato do PCO tenha cesso ao financiamento público de campanha", retrucou.Pedro Paulo ironizou a afirmação de Lacerda de que se tornou empresário porque, quando saiu da prisão, tinha dificuldade para conseguir emprego. Depois, fez outra referência irônica ao patrimônio declarado pelo candidato do PSB à Justiça Eleitoral, de cerca de R$ 55 milhões. Lacerda respondeu afirmando que vendeu suas empresas para se dedicar à vida pública. Dos nove concorrentes ao cargo de prefeito da capital mineira, apenas o candidato do PTdoB, André Alves, não compareceu ao debate. Participaram também os candidatos Leonardo Quintão (PMDB), Sérgio Miranda (PDT), Vanessa Portugal (PSTU), Jorge Periquito (PRTB), Gustavo Valadares (DEM).Trânsito, transporte público, investimentos em educação, saúde e segurança foram as prioridades apontadas pelos candidatos. Entre as propostas, predominou a discussão sobre a necessidade de ampliação do metrô da capital. Miranda cobrou a liberação pelo governo federal de recursos para a ampliação do metrô e questionou o fato de isso não ocorrer, apesar da propalada boa relação entre o prefeitura e governo estadual com o presidente Lula. PPPLacerda lembrou que o governo e a prefeitura já apresentaram à União um projeto de parceria público-privada (PPP) para a obra, o que foi chamado de "privatização" do serviço de transporte público por Jô Moraes - que também se alinhou ao governo do presidente Lula e citou o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, ex-prefeito da cidade, prometendo retomar uma administração "popular" e participativa. Lacerda disse que não importa a forma, seja com financiamento público ou privado, mas prometeu adotar a solução mais ágil.A candidata do PSTU fez uma acusação genérica, denunciando o que chamou de "máfia" dos transportes, que estaria por trás do financiamento das campanhas eleitorais de candidaturas do PT e "dos partidos que estão no poder" nos últimos 16 anos. Vanessa disse ainda que o projeto do metrô não sai do papel por causa dos interesses dos empresários do setor. Questionada, ela se recusou a dar nomes.O candidato do DEM insistiu na defesa de uma reforma administrativa e um "enxugamento" da máquina da prefeitura. Valadares se disse adepto da municipalização da segurança pública. Filho do presidente do Atlético-MG, Ziza Valadares, se irritou no final com o candidato PRTB, que pediu que seu pai se afaste do cargo. No Campeonato Brasileiro, o Atlético foi goleado ontem (31) por 6 a 1.

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