PCdoB tenta manter controle da ANP

O PC do B está determinado a manter o controle da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Bicombustíveis (ANP), após a saída de Haroldo Lima do cargo de diretor-geral, no início de dezembro. O próprio Lima, ao se despedir, levantou o argumento de que o diretor-geral da agência reguladora, para cumprir bem sua tarefa, precisa ter mais do que conhecimento do setor de óleo e gás. "Espero que não seja alguém só com perfil técnico", disse.

SERGIO TORRES, Agência Estado

31 de dezembro de 2011 | 09h03

Ele afirmou também que está confiante de que a presidente Dilma Rousseff escolherá alguém que dará continuidade à sua administração, mas a vaga de diretor-geral entrou na mira do PMDB, que considera o PC do B beneficiado pelo governo quando manteve o Ministério dos Esportes após o escândalo que levou à demissão do ministro Orlando Silva, em outubro.

Integrante do Comitê Central do PC do B desde 1972 - o partido era clandestino à época -, Lima dirigiu a ANP por oito anos. Saiu no dia 1.º de dezembro último porque seu segundo mandato expirou. Em sua gestão, 50% dos cargos de diretoria foram ocupados por filiados ao partido.

A determinação da sigla comunista manter o controle da ANP ficou evidente na solenidade de despedida de Lima. Dirigentes do partido participaram do ato realizado no Palácio Itamaraty, no Rio, entre eles o presidente nacional, Renato Rabelo.

Por enquanto, o PC do B continua à frente da agência reguladora do setor petrolífero. O engenheiro químico Florival de Carvalho, filiado ao partido e levado à ANP em 2007 por Lima, assumiu a diretoria-geral interinamente.

A presidente ainda não indicou o substituto de Lima. Deve fazê-lo no primeiro semestre de 2012. Até lá, Carvalho exercerá a função, de acordo com o rodízio estipulado internamente pela ANP para ocupar a Diretoria-geral em períodos de ausência do titular.

Pelo regulamento da agência, enquanto o novo diretor-geral ou um interino não é nomeado pela Presidência da República, um dos quatro diretores assume o cargo, alternando-se a cada seis meses. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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