PCdoB quer interpelar Paulo Renato

A cúpula do PCdoB pretende interpelar judicialmente o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, que manifestou interesse de acabar com a exclusividade da União Nacional dos Estudantes (UNE) e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes) na concessão de carteiras estudantis. O dinheiro sustentaria o PCdoB, partido que controla as entidades. Os comunistas não gostaram da declaração atribuída a Paulo Renato Souza. "Tal afirmação não passa de ominosa calúnia contra um partido político que se sustenta única e exclusivamente da arrecadação de militantes e verbas do Fundo Partidário", diz a nota do PCdoB. Matéria divulgada pelo jornal O Globo afirma que o governo analisa a possibilidade de editar Medida Provisória para ratear, entre todas as entidades estudantis, os R$ 15 milhões arrecadados anualmente pela UNE e Ubes. "As contas do Partido Comunista do Brasil são fiscalizadas e aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral", ressalta o comunicado. "As mentirosas afirmações do ministro não passam de uma abjeta tentativa de criar ambiente político hostil a uma força política cada vez mais respeitada e influente na vida nacional." O Ministério da Educação, por meio de sua assessoria de imprensa, disse não existir no órgão nenhum projeto sobre o fim da exclusividade na concessão de carteiras estudantis. Não é de hoje que o ministro manifesta a vontade de acabar com o monopólio. A bandeira também é levantada por partidos de oposição. O deputado federal Jaques Wagner (PT-BA) apresentou, em 1997, projeto de lei para conceder o direito de meia-entrada em casas de espetáculos a menores de 21 anos. Se aprovada, a proposta dispensaria a carteira da UNE e Ubes.

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