PCdoB anuncia, por meio de nota, apoio à Luzianne

A candidata do PT à Prefeitura de Fortaleza, Luizianne Lins, contará com o apoio do PC do B. O anúncio foi feito, através de nota oficial, dez dias após o primeiro turno das eleições. O documento destaca a necessidade de a candidatura petista vincular-se ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. ´´O PC do B manifesta seu apoio à candidatura do PT, na perspectiva de que esta se posicione no campo do governo Lula´´, diz a nota.Ela ganhou também, nesta quarta-feira, a ajuda da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Segundo informou um dos coordenadores da campanha petista, o deputado federal João Alfredo (PT-CE), amanhã Luizianne ganhará o reforço das radicais expulsas do PT, senadora Heloísa Helena e deputada Luciana Genro (ambas do P-SOL). As duas deverão participar, a partir das 16 horas, da Passeata das Mulheres, que vai sair da Praça da Bandeira em direção à Praça do Ferreira.As deputadas federais Maninha (PT/DF); Iara Bernardi (PT/SP) e Luci Choinacki (PT/SC); além das senadoras Patrícia Saboya (PPS-CE) e Serys Slhessarenko (PT/MT) estarão presentes. "A senadora Heloísa Helena será bem-vinda. Ela e tantas outras. São mulheres de diversos partidos políticos. Acho que o momento é da sociedade civil se manifestar. Nós temos que ter esse espírito de receber apoios de pessoas que estão querendo nos ajudar", disse.Luizianne é da ala Democracia Socialista, considerada à esquerda do PT, e passou para o segundo turno após ser boicotada pelo diretório nacional de seu partido, que preferiu aderir à candidatura do deputado federal Inácio Arruda (PC do B). Na sexta-feira da véspera da votação, ela chegou a ser acusada pelo presidente do PT, José Genoino, de fazer uma campanha "água com açúcar", de ataques ao candidato comunista, e deixando os adversários do governo Lula (PFL e PSDB) soltos.A petista considera a ajuda do PC do B importante. "Representa a unidade dos setores progressistas, democratas e populares", avaliou. Ela garantiu que telefonaria ainda hoje para Inácio, que, segundo sua assessoria, não pode dar entrevistas porque estava em casa se recuperando de uma gripe forte. Sobre a defesa do governo Lula, Luizianne disse que o pedido era desnecessário e reafirmou que a faz desde o primeiro turno. Por outro lado, deu sinais de que continuará com uma postura independente. Afirmou, inclusive, que não mudará suas posições em relação a pontos com os quais não concorda, como por exemplo, a reforma da Previdência.

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