PCC apresenta pauta de reivindicações

Seis líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC), a organização que deflagrou a onda de rebliões deste final de semana em presídios doEstado de São Paulo, apresentaram hoje pela primeira vez aqueles que seriam osverdadeiros motivos do levante.Os seis líderes estão presos na Penitenciária do Estado e foram ouvidos hoje durante trêshoras seguidas em suas celas, pelo presidente da Comissão de DireitosHumanos da Câmara Federal, deputado Marcos Rolim (PT-RS) e pelo promotor do Ministério Público do Estado, Carlos Cardoso. Os presos decidiram falar com a condição de não terem os nomes revelados.Rolin afirmou que os integrantes do PCC assumiram a autoria dos levantes que teriamsido executados para que o governo "soubesse de sua força e ouvisse as suasreivindicações". Eles apresentaram uma pauta de reivindicações com seis itens eafirmaram, segundo Rolim, que caso o governo não aceite negociar com eles, novasrebeliões violentas deverão explodir nos presídios paulistas nos próximos meses. "Elesafirmaram que têm condições de enfrentar até as tropas de choque da Polícia Militardentro dos presídios, mas garantem que neste momento querem apenas ser ouvidos e sópartirão para o confronto em último caso", afirmou o deputado.Os integrantes do PCC revelaram ao deputado que a organização está estruturada na maiorparte dos presídios paulistas, conta com apoio de centenas de agentes penitenciários etem influência em diversos segmentos das administrações penitenciárias. ReivindicaçõesÉ a seguinte a pauta de reivindicações apresentada pelospresidiários: - Fim dos espancamentos nos presídios. - Mais agilidade na tramitação dos processos. Os integrantes do PCC dizem que há centenas de presos com penas já cumpridas. - Remoção de diretores de alguns presídios que, segundo eles, utilizam métodos de tortura e violência contra os presos. Em alguns desses presídios os diretorescolocariam nas mesmas alas integrantes de facções rivais para estimular a violência e as mortes. - Acesso à Corregedoria. - Fim das humilhações que seriam feitas aos parentes de presos durante as visitas. - Mudança do diretor da Penitenciária de Taubaté. De acordo com Ronin, os presosargumentam que ele emprega métodos excessivamente violentos.

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