PC do B quer candidatura única de esquerda

O PC do B pretende reunir os principais pré-candidatos de oposição a presidente no Rio, segunda-feira à noite, quando defenderá a necessidade da candidatura única. O encontro acontecerá em meio ao grande ato político previsto durante o 10.º Congresso do partido, que termina na quarta-feira. A defesa de um novo pacto político entre as forças de esquerda para a disputa das eleições será uma das missões de curto prazo do próximo presidente nacional da legenda, o baiano Renato Rabelo, de 60 anos, hoje, vice-presidente. Rabelo substituirá o presidente João Amazonas, de 90 anos, desde 1962 à frente da sigla. A candidatura é consensual e deverá ser sacramentada no último dia da reunião. "Vou fazer um trabalho concentrado de unidade máxima das forças de oposição já para o primeiro turno", disse Rabelo. Na avaliação do representante, a disputa isolada dos candidatos de esquerda aumenta o risco de fracasso na briga eleitoral. "Há o risco de um partido só não ganhar a eleição", disse o candidato a presidente nacional do PC do B. A direção do PC do B informou que confirmaram presença no evento, segunda-feira à noite, o presidente de honra do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes, e os governadores do Rio, Anthony Garotinho (PSB) e de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB). Até hoje pela manhã, o presidente de honra do PDT, Leonel Brizola, não havia confirmado a ida. Hoje, na sede da agremiação na capital fluminense, reuniram-se para discutir a proposta de emenda constitucional (PEC) que permite o aumento do capital estrangeiro na mídia, a deputada federal Jandira Feghali (PC do B), e os atores Francisco Milani (PC do B), e Milton Gonçalves, diretor do Sindicato dos Artistas do Rio. Na terça-feira (11), um grupo de artistas irá a Brasília discutir o tema com o presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves (PSDB-MG), e líderes dos partidos. No dia seguinte, quarta-feira, a classe artística, em grande parte formada por atores da Rede Globo de Televisão, se reunirá no Teatro Vanucci, à noite, para discutir eventuais efeitos da aprovação da emenda. Os artistas estão preocupados com o risco de a entrada do capital estrangeiro aumentar a exibição de programas produzidos no exterior, reduzir a produção local e afetar, conseqüentemente, o nível de emprego no País.

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