Pazzianoto acha cedo para se filiar a um partido

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Almir Pazzianotto, disse nesta sexta-feira, em São Paulo, que ainda é cedo para pensar em filiação partidária e, consequentemente, em disputar as eleições do ano que vem."Na vida, fazer previsão a longo prazo é uma coisa muito insegura", disse. Caso queira disputar as eleições de 2002, Pazzianotto, por ser magistrado, pode filiar-se a um partido político até seis meses antes do pleito. A filiação só poderá ser feita após ele se desincompatibilizar do TST. O mandato do ministro termina no dia 30 de junho de 2002. Mas o prazo poderá ser encurtado, já que o ministro defende que os mandatos dos presidentes do TST voltem a ser iniciados em 1º de fevereiro, como ocorria anteriormente.Desta maneira, ele se desligaria do órgão em 31 de janeiro e teria tempo suficiente para concorrer nas próximas eleições, marcadas para outubro de 2002."Agora, eu sou presidente do TST. Quando vou deixar de ser membro do Poder Judiciário, ainda não sei. Só sei que será no ano que vem, mas ainda não tenho data", disse.Para Pazzianotto, sua suposta candidatura para disputar as eleições no ano que vem "não passa de especulação".O ministro está sendo procurado por representantes de partidos para concorrer nas próximas eleições, segundo amigos de Pazzianotto.O presidente estadual do PSB, Márcio França, afirmou que representantes do partido têm conversado com Pazzianotto sobre a possibilidade de ele vir a disputar o governo de São Paulo pela Legenda.

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