Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Pauta da segurança pode ser 'termômetro' para Previdência, avalia Eduardo Bolsonaro

Pacote 'anticrime' de Moro e reforma nas regras da aposentadoria não devem ser votadas ao mesmo tempo na Câmara, diz filho do presidente

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2019 | 19h17

BRASÍLIA – Filho do presidente Jair Bolsonaro, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) acredita que as pautas da segurança, traduzida pelo pacote anticrime do ministro Sergio Moro, e a econômica, com a reforma da Previdência, não devem tramitar juntas na Câmara. “Acho difícil porque já são assuntos espinhosos que demandam detalhamento. Acredito que uma de cada vez”. 

Para ele, a pauta da segurança deverá ser um “termômetro” da nova Câmara e preparar o terreno para a reforma da Previdência, ou seja, deverá vir primeiro. “A pauta da segurança vai dar um termômetro. É importante por causa da renovação. Vamos ver como cada parlamentar vai se comportar ai vamos mandar uma pauta mais sensível que é a reforma da Previdência”, disse. 

“Eu vejo as duas pautas com prioridade total. Primeiro da segurança que para você discutir qualquer coisa, precisa estar vivo e a segunda que é a da economia, vide o tamanho dos desempregados que nós temos no País”, disse. “O Brasil é um avião que tá caindo. Se não aprovar a reforma da Previdência, ele vai cair amanhã”, afirmou. 

Ele minimizou as críticas de que o partido está desalinhado e não deve ajudar a compor a base que o governo precisa na Casa para conseguir os 308 votos necessários para a aprovação da reforma. “Eu vejo os deputados do PSL com muita vontade, eles são bons. Só a gente pegar aqui como é que a Casa funciona que nós vamos deslanchar, 52 deputados (o número já subiu para 54 com migrações) vamos fazer bonito”, disse. 

Em relação às comissões que devem ficar para o PSL, ele disse que não “bate o pé” para ficar com a presidência da Relações Exteriores. “Se couber ao PSL, nomear algum presidente de comissão que não seja CCJ e CFT, eu tenho interesse em presidir, mas não necessariamente. Não é uma coisa que eu bata o pé não”, afirmou. 

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