Karla Boughoff
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Pauta da campanha eleitoral deve ser saída da crise, defende Manuela

Precisamos pensar nos grandes temas da macroeconomia, mas também em como facilitar investimentos privados no Brasil, diz candidata do PC do B

Roberta Pennafort e Renata Batista, O Estado de S.Paulo

08 Maio 2018 | 13h13

A pré-candidata do PC do B à presidência, Manuela D’Ávila, declarou agora que o centro do debate eleitoral em 2018 deve ser como sair da crise econômica. Em sua fala à plateia de prefeitos da 73ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), realizada em Niterói, a pré-candidata defendeu o investimento privado que, segundo ela, não pode ser criminalizado. Reconheceu ainda que o tema da segurança pública terá destaque na campanha, mas afirmou que o eixo dessa discussão deve ser as propostas de redução dos homicídios no país.

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“Precisamos pensar nos grandes temas da macroeconomia, mas também em como facilitar investimentos privados no Brasil. Investir não pode ser uma atividade criminosa”, disse.

Manuela criticou as instituições de controle, como os tribunais de contas. Segundo ela, uma das premissas para que os investimentos sejam retomados é o aumento da transparência, mas os tribunais mostraram que não foram capazes de evitar os desvios. “Impossível pensarmos em governos do século 21 que não sejam absolutamente transparentes. Quem defende o Estado como agente de desenvolvimento, de segurança, tem que defender o estado transparente”, disse.  

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Sobre a pulverização de candidaturas, tanto de esquerda quanto de direita, afirmou que quem tem problema é a direita e que hoje não há motivos para retirar sua candidatura agora, mas que a união da esquerda se dará, sem dúvida, no segundo turno. “A esquerda tem 24 pontos somando com o presidente Lula e eles não conseguem fazer decolar nenhum dos seus nomes”, declarou.  “Todas as diferenças que temos são pequenas perto dos desafios que o Brasil enfrenta”, completou.

Para Manuela, o projeto neoliberal e ultraconservador não passará pela população. “É impossível que o povo faça essa escolha”, disse, pontuando que tem boas relações com Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL) e o ex-presidente Lula (PT).   

A pré-candidata abordou temas das áreas apontadas pela FNP como prioritárias para as prefeituras: educação, saúde, segurança, geração de renda e emprego e pacto federativo. Lembrou que as manifestações de 2013, a despeito de terem resultado no impeachment e no ativismo jurídico que condenou, pediam mais investimentos em saúde, educação e, principalmente mobilidade pública.

Para ela, pela primeira vez, o debate presidencial será pautado pela segurança pública. “Jamais deveria ter sido admitido como verdade que o tema segurança fosse apenas de responsabilidade dos governadores”, disse, frisando sua preocupação com as elevadas taxas de homicídios e com a necessidade de mais investimentos em inteligência. “Precisamos fazer um pacto no Brasil pela redução dos homicídios. O debate dos prefeitos com a população não pode ser sobre como ter mais presos. Estamos prendendo jovens que são importantes para o crescimento do Brasil”, completou.

A pré-candidata do PC do B participou do evento Diálogo com Presidenciáveis, que faz parte da programação da 73ª Reunião Geral da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), em Niterói. Além de Manuela, foram convidados Rodrigo Maia (DEM), Aldo Rebelo (SD), Álvaro Dias (PODE), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Afif Domingos (PSD), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Marina Silva (REDE), Paulo Rabello (PSC) e Rodrigo Maia (DEM).

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