Paulo Renato quer nome tucano para liderar sucessão

O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, afirmou hoje que tem expectativas de que a aliança do governo, formada por cinco partidos, seja mantida durante o processo da sucessão presidencial e que o candidato a presidente seja um nome do PSDB. O comentário foi feito em razão da possibilidade de o PFL - um dos partidos da aliança - lançar um candidato próprio. "Acredito que o cabeça de chapa deverá ser do PSDB. Esta é a minha expectativa", afirmou.Ele disse que acha natural que todos os partidos tenham seus nomes para sentar à mesa e discutir. "Penso que todos os partidos têm o direito, e até o dever, de aspirar ter um candidato majoritário. Nesta etapa, os partidos estão verificando seus nomes e no final deste ano, ou início do próprio, vamos afunilar em torno da aliança que vier a se constituir."Sobre a possibilidade de a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL-MA), tornar-se a candidata deste partido, Paulo Renato não quis entrar em detalhes sobre o assunto, limitando-se a elogiar o seu trabalho. "Eu gosto muito dela. O trabalho que vem sendo desenvolvido em seu Estado a credenciou como um nome nacional. Ela tem luz própria. Não é uma luz refletida do pai (o senador e ex-presidente da República José Sarney). Acho que é uma pessoa de muito valor", disse.Paulo Renato reafirmou sua vontade de concorrer à Presidência da República. "Já coloquei meu nome à disposição, mas essa é uma decisão partidária", declarou. Ele acredita que o nome do PSDB deverá ser colhido no final do ano ou, no máximo, até fevereiro. As declarações do ministro foram dadas hoje, durante a assinatura de um convênio do Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep) com a Fundação do Desenvolvimento da Indústria de Panificação e Confeitaria, na sede do sindicato do setor, em São Paulo.

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