Paulo Renato mantém suspensão de salários

Surpreendido por um grupo de manifestantes que o xingavam de "canalha" e "ladrão", o ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, disse que respeita e espera ser respeitado por todas as instituições de servidores federais. O ministro reafirmou que manterá suspensos os salários dos servidores, enquanto houver risco de suspensão do vestibular para as universidades federais.Os estudantes, solidários com a greve de professores e funcionários, invadiram o auditório do Hotel Glória, onde o ministro participa do seminário Plano Nacional de Educação. Policiais do 2º Batalhão de Polícia Militar foram chamados para conter a confusão, mas não conseguiram evitar que o grupo de estudantes voltasse ao auditório e gritasse novas ofensas contra o ministro.Paulo Renato de Souza mandou estudar a possibilidade de contratar empresas particulares para realizar o vestibular nas universidades onde a greve impedir a realização do concurso. "Eles estão ameaçando suspender o vestibular desde o começo. Vou reter o pagamento, até que voltem e garantam o vestibular", disse o ministro.Sobre a contratação de empresas terceirizadas, ele afirmou: "Mandei estudar, caso alguma universidade se recuse a fazer o vestibular." Paulo Renato disse que "qualquer manifestação é democrática, desde que seja mantido o respeito". "Espero não ser ofendido, eu mereço respeito como pessoa, como cidadão e como ministro de Estado." Ele não falou com os manifestantes e recolheu-se em uma sala fechada durante os 15 minutos de intervalo.

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