Paulo Renato defende medidas para conter greve de servidor

O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, disse hoje em entrevista ao programa ?Bom Dia, Brasil?, da TV Globo, que as medidas anunciadas ontem pelo governo para conter a greve do servidor público foram para suprir "pela via democrática" a ausência de legislação sobre o tema. "Não está havendo nenhum atropelo do estado de direito", garantiu o ministro, referindo-se à reação do presidente do Superior Tribunal de Justiça, Paulo Costa Leite, que protestou contra o decreto presidencial que centralizou na figura do presidente da República a liberação dos recursos para o pagamento dos funcionários públicos, tirando a competência do tribunal de julgar ações que pedem a liberação de pagamento de salários. "O decreto vai dar uma chance de o assunto ser examinado pelo pleno (do Supremo Tribunal Federal) e não por uma ação individual de um membro do tribunal", justificou o ministro. No caso específico da greve dos professores universitários, Paulo Renato disse que houve uma intransigência por parte dos grevistas que estão parados há mais de 80 dias. "Houve intransigência e dificuldade na definição da pauta de negociação", afirmou, lembrando que no caso dos servidores das universidades "que têm menores salários" o governo conseguiu negociar e todos já retornaram ao trabalho. O ministro discorda da avaliação de que com a greve dos professores ele esteja desgastado como pré-candidato à sucessão presidencial. Segundo afirmou, em recente pesquisa feita pelo Ibope as intenções de voto favoráveis a ele quase dobraram.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.