Paulo Renato acusa comando de tentar estender greve

O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, acusou hoje o comando de greve dos professores de tentar estender propositalmente a paralisação nas universidades para inviabilizar o semestre e bater o recorde de um movimento paredista realizada no México. "O problema é que o comando tem um objetivo político, que é estender a greve até o dia 15 de dezembro", afirmou o ministro à Rádio Gaúcha. "Eles não querem fazer acordo. O objetivo deles é fazer a maior greve da América Latina."Segundo Paulo Renato, o movimento dos professores está sendo manipulado por uma minoria "radical" - a atual diretoria do Sindicato/Andes - que não estaria interessada em negociar. "Com os servidores, foram dezenas de reuniões, com o Andes fizemos meia dúzia de reuniões", disse o ministro. Ele disse ter conhecimento também de casos de "violência e constrangimento físico" nas assembléias nas universidades.O presidente do Andes, Roberto Leher, afirmou à Agência Estado que "é uma irresponsabilidade do ministro supor que os professores fossem aceitar uma liderança que tivesse esses objetivos atribuídos por ele. É inaceitável que o ministro continue nos atacando como se estivéssemos na Guerra Fria em vez de empreender uma negociação séria", disse Leher. Ele negou a existência de qualquer tipo de violência ou restrição à liberdade de expressão nas assembléia. "A imprensa tem acompanhado e, se isso tivesse ocorrido, teria aparecido nas primeiras páginas dos jornais."

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