Paulo Octávio muda de ideia e cancela entrevista coletiva

Assessoria do governador anunciou também que ele não teria redigido uma carta de renúncia

Leonardo Goy, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2010 | 13h54

O governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, não dará mais entrevista coletiva, segundo a Assessoria de Imprensa do governo do Distrito Federal. A assessoria negou, também, que o governador teria redigido uma carta de renúncia. Há pouco, o assessor André Duda, da Comunicação Social do governo do Distrito Federal desceu até o salão do Palácio do Buriti, onde dezenas de jornalistas aguardavam o pronunciamento de Paulo Octávio, para anunciar que não haveria coletiva.

 

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Até o final do dia o governo do Distrito Federal divulgará uma nota para relatar o teor da conversa do governador em exercício com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida pela manhã, no Centro Cultural Bando do Brasil. Nesse encontro, segundo relato do ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, Paulo Octávio admitiu ao presidente que avalia a possibilidade de renunciar. Ao deixarem o CCBB, assessores do governador chegaram a anunciar que haveria entrevista coletiva, no Palácio do Buriti.

 

Durante o encontro de Paulo Octávio com o presidente, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o ex-procurador-geral da República e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, José Paulo Sepúlveda Pertence, estiveram no CCBB, mas evitaram falar com a imprensa. Pertence chegou a ser cogitado para interventor do Distrito Federal, caso o Supremo Tribunal Federal julgue pela intervenção, na próxima semana. Perguntado se seria o candidato do governo para interventor, respondeu: "só se vocês (jornalistas) estiverem convidando".

 

Paulo Octávio assumiu o governo na última quinta-feira, 11, depois de Arruda ser preso acusado de tentar subornar uma testemunha do escândalo de corrupção que atinge o Distrito Federal. No fim do ano passado, o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa denunciou um suposto esquema de recebimento e distribuição de propinas na administração. O escândalo se agravou depois que vídeos feitos com e sem autorização judicial por Barbosa vieram à tona. Numa das gravações, Arruda aparece recebendo dinheiro. Embora não tenha aparecido ainda nos vídeos, assessores de Paulo Octávio são investigados por suposta participação no esquema.

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