Paulo Octávio é alvo de sexto pedido de impeachment

Paulo Octávio e o governador licenciado, José Roberto Arruda (sem partido), já respondem a processo

Carol Pires e Rafael Moraes Moura, Agência Estado

19 de fevereiro de 2010 | 14h29

O sexto pedido de impeachment do governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio (DEM), foi registrado nesta sexta-feira, 19, na Câmara Legislativa por representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e universidades locais. Paulo Octávio e o governador licenciado, José Roberto Arruda (sem partido), já respondem a processo de impeachment.

  

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A Câmara Legislativa aprovou na quinta-feira, 18, a abertura de processo contra os dois governantes. Eles serão analisados por uma Comissão Especial e depois pelo plenário da Casa. A base aliada, agora, compartilha da opinião da oposição de que Arruda e Paulo Octávio não têm mais condições políticas de ficar à frente do Distrito Federal. A expectativa é de que os processos cheguem ao plenário da Casa dentro de 40 dias.

 

Os dois são citados como beneficiários de um esquema de corrupção no governo local, conhecido como "Mensalão do DEM". José Roberto Arruda está preso em caráter cautelar, desde o dia 11, na superintendência da Polícia Federal (PF) acusado de obstruir as investigações.

 

"A mobilização dos estudantes está sendo importante neste período de combate à impunidade e tentativa de cassação do mandato do governador", disse Marcela Rodrigues, diretora da UNE em Brasília, ao entregar o pedido de impeachment de Paulo Octávio. Marcela avalia que, com a volta às aulas, na próxima semana, as manifestações dos estudantes podem ganhar ainda mais fôlego.

 

Uma nova manifestação dos estudantes está marcada para quarta-feira, 24, em frente ao Superior Tribunal Federal (STF), quando pode ser votado no plenário da Corte o mérito do pedido de habeas corpus do governador afastado, José Roberto Arruda.

 

Reunião

 

Paulo Octávio se reúne nesta sexta-feira com secretários de governo em um anexo do Palácio do Buriti. Desde cedo, ele tem mantido encontros na tentativa de obter apoio e garantir a governabilidade. Na quinta-feira, o governador informou que não renunciaria ao cargo, apesar de admitir que não obteve, até agora, sustentação política. Paulo Octávio assumiu o governo do Distrito Federal depois da prisão de Arruda.

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