Paulo Octávio diz que sem apoio, faria 'governo fraco'

Paulo Octávio (DEM) admite que pode ter batido um recorde político ao assinar duas cartas de renúncia em um só dia, mas não descarta voltar à disputa do governo do Distrito Federal. Ele disse que deixou o cargo, ontem, porque, sem apoio político, faria um "governo fraco". "Não é possível governar sem apoio político e sangrando em praça pública", afirmou ele, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

24 Fevereiro 2010 | 08h15

O empresário, que assumiu o governo depois da prisão do governador eleito, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), no último dia 11, avalia que a intervenção federal no DF está descartada. Paulo Octávio também foi atingido pelas denúncias da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF), que investiga um suposto esquema de desvio de dinheiro e pagamento de propina.

Na entrevista, Paulo Octávio afirmou que não encontrou "condições mínimas de governabilidade". No entanto, ele elogiou a gestão no DF e disse que as imagens de secretários e políticos embolsando pacotes de dinheiro "é uma questão eleitoral". "Ainda acho que o tempo mostrará que estávamos fazendo o melhor governo de Brasília."

Perguntado se ele pretende deixar a política, como já havia anteriormente mencionado, Paulo Octávio afirmou que tem planos de voltar a pleitear o governo do Distrito Federal. "Já recebi três convites de filiação a partidos novos. Tenho uns quatro anos para pensar no futuro." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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