Paulo Bernardo rebate Fiesp e questiona transparência de gastos

O ministro do Planejamento, PauloBernardo, rebateu pressões da classe empresarial pela nãorenovação da CPMF e questionou transparência nos gastos detributos repassados ao setor. Em audiência na Comissão de Constituição e Justiça doSenado, na quinta-feira, Paulo Bernardo ironizou o fato de aFederação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) ter dito que ogoverno pode prescindir da arrecadação da CPMF e reclamado daproposta do governo de reduzir a contribuição das empresas aosistema S (Sesi, Senai, Sesc e Senac). "Eles acreditam que pimenta no olho dos outros é refresco",disse Bernardo. A redução foi uma das medidas proposta pelo Ministério daFazenda para garantir o apoio do PSDB à proposta de emendaconstitucional que prorroga a CPMF até 2011, com alíquota de0,38 por cento. "Não sabemos o que é feito com os 13 bilhões de reais doSistema S porque o TCU não fiscaliza. A sede da Fiesp naAvenida Paulista é mais luxuosa que a dos bancos", atacouBernardo na audiência.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.