Paulo Bernardo defende critério de reajuste para Bolsa Família

Para ministro, metodologia visa evitar que concessões sejam atreladas a períodos eleitorais

Célia Froufe, de O Estado de S.Paulo,

11 de novembro de 2010 | 08h52

BRASÍLIA - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou nesta quinta-feira, 11, que os critérios de reajuste do programa Bolsa Família devem ser definidos no início do próximo ano, quando a presidente eleita, Dilma Rousseff (PT), assumir o cargo. "Vamos buscar um critério para reajuste, como acontece com aposentadoria e outros, em vez de discutir todo ano", disse. Segundo o ministro, não há ainda definição sobre o tema.

 

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Durante o programa de rádio Bom Dia Ministro, produzido e coordenado pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido pela NBR TV e via satélite, Bernardo salientou que o estabelecimento de uma metodologia é importante para evitar que concessões de reajuste sejam atreladas a períodos de eleição. "Demos reajuste no final de 2007 e disseram que foi para ganhar eleições municipais", afirmou.

De acordo com ele, no ano passado, o reajuste concedido foi de 10% quando a inflação foi um pouco menor de 5%. "Fizemos isso justamente para não darmos este ano por conta da eleição. Com um critério, acaba com o problema de dizer que o governo está tentando manipular", argumentou. O ministro ressaltou ainda que o Bolsa Família é importante para as economias locais.

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