Paulo Bernardo defende criação de fundações estatais

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, voltou a defender o projeto que regulamenta a criação de fundações estatais. Segundo ele, o projeto cria uma alternativa mais flexível e mais adequada de gestão pública, em determinados setores como a saúde, por exemplo. "É preciso modernizar a capacidade de gestão do Estado. A sociedade é beneficiada por esse projeto, porque é ela quem paga a conta e que precisa ser melhor atendida", disse o ministro, lembrando que todo o governo se depara com o desafio de melhorar a qualidade do gasto público. Bernardo participou de seminário sobre os aspectos jurídicos das fundações estatais. No evento, a representante do Ministério da Saúde, Márcia Bassit, destacou que a proposta vai viabilizar a melhora na gestão da saúde, permitindo uma profissionalização maior dos recursos humanos, por meio de, entre outras medidas, remuneração compatível com o mercado. Ela explicou que um hospital que lida com vidas não pode ficar sujeito a algumas amarras que existem na administração pública. "Não podemos esperar quatro ou cinco meses por uma licitação, em caso de hospitais que tratam de vidas humanas", afirmou. O ministro da Corregedoria Geral da União, Jorge Hage, também afirmou que independentemente do conteúdo final da proposta que está em discussão na Câmara, ela já tem o mérito de trazer à tona o debate sobre como efetivamente melhorar a gestão pública. "É importante encarar o problema, sair da posição de avestruz. Qualquer que seja o modelo que será definido, nós seremos capazes de encontrar uma solução racional, que atenda a necessidade de melhorar o gasto e atenda a norma legal", disse Hage, destacando que não necessariamente a solução será idêntica ao projeto que foi enviado pelo governo.

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