Paulo Bernardo coloca-se à disposição da CPI

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, enviou carta, hoje, ao presidente da CPI dos Bingos, Efraim Morais, reafirmando o compromisso firmado pouco antes, por telefone, no qual colocou-se "inteiramente à disposição" da comissão, para esclarecer as acusações que lhe foram feitas por Soraya Garcia, ex-assessora financeira da campanha de reeleição do prefeito de Londrina, Nedson Micheletti. "Também pretendo relatar a essa CPI todos os detalhes das conversas que mantive com o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), quando fui por ele procurado para discutir eventual apoio do mesmo ao candidato do PT à reeleição em Londrina, Nedson Micheleti, em 2004", afirma o ministro na carta.Paulo Bernardo solicitou, porém, que a audiência não seja marcada nesta semana, em razão de vários compromissos já assumidos, inclusive fora de Brasília, que não podem ser desmarcados.A manifestação do ministro foi em resposta ao pedido do senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), que ontem, na comissão, protocolou requerimento pedindo a convocação de Paulo Bernardo, para falar sobre a suspeita de seu envolvimento no esquema para abastecer o caixa 2 do PT. No requerimento, o senador lembrou que em seu depoimento na última quarta-feira, Soraya acusou o ministro de participar de manobras para esconder no caixa 2 cerca de 80% dos R$ 6,5 milhões arrecadados pelo partido na eleição de Micheletti. Mas no dia seguinte ao depoimento de Soraya, Paulo Bernardo denunciou que tudo não passava de manobra do deputado Luiz Carlos Hauly, que teria lhe pedido R$ 500 mil para apoiar o candidato petista à prefeitura de Londrina. Hauly, porém, nega a acusação.

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