Paulistano não sabe o que fazer para mudar os rumos do País

Pesquisa revela que 57% dos entrevistados não se consideram agentes de mudança

Agencia Estado

03 de julho de 2007 | 15h40

Reclamar do governo e dos rumos do País já se tornou uma rotina na vida da população. Apesar do hábito, a maioria não sabe o que fazer para cooperar com o País, na gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A constatação faz parte de pesquisa realizada pela empresa H2R Pesquisas Avançadas, com 450 paulistanos entre 17 e 65 anos, em março deste ano. Pela mostra, 57% dos pesquisados não se reconhecem como agentes de mudança e não sabem o que podem fazer para contribuir com o governo.De acordo com a coordenadora de projetos da H2R e responsável por essa pesquisa, Nanci Buhrerü, o resultado pode ser um reflexo da descrença da população na classe política e da falta de um canal eficiente de interlocução, capaz de fazer o link entre governo e população. "Não há lideranças capazes de criar esses canais de interlocução. No meu entender, os partidos políticos poderiam criar um vínculo mais próximo às suas bases e oferecer esses canais à população", reitera Nanci.A coordenadora de projetos da H2R salienta que quanto mais jovem e quanto mais de classes mais baixas, maior a dificuldade de se colocar como um cidadão que pode cooperar com o Brasil no atual governo. Questionados como podem ajudar o Brasil na gestão Lula, os 450 entrevistados responderam: não sabe 48%, nada 9%, pagando impostos 8%, trabalhando 7%, não votando mais no Lula 6%, sendo honesto 4%, cuidando do meio-ambiente 4%, fazendo trabalho social 4% e outros 10%.Com base nos resultados, Nanci Buhrerü destaca também que a contribuição que os paulistanos acham que podem dar ao governo, como por exemplo, pagando impostos - que teve um porcentual de 8% - também é bastante passiva. "Parece que ninguém tem uma causa que valha a pena", complementa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.