Paulinho prestará dia 8 depoimento ao Conselho de Ética

Deputado é acusado de envolvimento no esquema de desvio de verbas do BNDES

DENISE MADUEÑO, Agencia Estado

30 de junho de 2008 | 19h52

Acusado de envolvimento em esquema de desvio de dinheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o deputado Paulo Pereira da Silva ((PDT-SP), o Paulinho, presidente da Força Sindical, confirmou o depoimento no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara para o dia 8, mais de um mês depois de ter sido notificado da abertura de processo de cassação contra ele.   Veja também: Especial: Operação Santa TerezaEnquanto Paulinho não depõe, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar aguarda a chegada dos documentos do Supremo Tribunal Federal (STF) com os dados sigilosos do inquérito sobre o desvio de recursos do BNDES. Ele argumenta na defesa, segundo o advogado Antônio Rosela, que não há indícios de desvio de conduta e inexistem os fatos que foram imputados ao deputado. Paulinho entregou a defesa escrita ao Conselho de Ética e Decoro na quinta-feira. Como testemunhas de defesa, o deputado do PDT de São Paulo pede que sejam ouvidos o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, e o presidente do banco, Luciano Coutinho.O Conselho de Ética não tem poder de convocar depoimentos, mas apenas o de convidar, portanto, Jorge e Coutinho, assim como todas as outras testemunhas, comparecem se quiserem. O presidente do conselho, Sérgio Moraes (PTB-RS), marcou uma reunião para amanhã com o objetivo de informar os integrantes do colegiado sobre o andamento do processo de Paulinho.Desde que foi tragado pelo escândalo detectado pela Polícia Federal (PF) na Operação Santa Tereza, o deputado do PDT tira proveito do ritmo dos trabalhos da Casa para retardar o desfecho da ação. Paulinho, por exemplo, usou todo o prazo de cinco sessões ordinárias para protocolar a contestação da acusação.EstratégiaA estratégia de retardamento visa a esfriar o caso e a pressão política pela cassação. No dia 18, a Câmara entra em recesso e, a partir de agosto e até o fim de outubro, estará esvaziada por causa do período eleitoral, o que poderá atrasar ainda mais a conclusão do processo no órgão e, em última instância, no plenário.

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