Paulinho pede a Alckmin revogação de portaria do Detran

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, irá se reunir segunda-feira com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para pedir a revogação da Portaria 1.467, de 8 de novembro de 2001. Editado pelo Detran de São Paulo, o documento estabelece novas exigências para os motoristas de transportes coletivos e cargas perigosas. Segundo resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), de 1998, todos os Estados do País deverão adotar a medida. ?A portaria é muito rigorosa e injusta com os trabalhadores que já exercem a profissão e não oferece prazos razoáveis para o motorista realizar o curso exigido. Além disso, o custo médio do curso é alto para a maioria dos nossos trabalhadores?, argumenta Paulinho. O preço do curso é de R$ 125,00.Para o presidente da Força, a nova medida poderá aumentar também a corrupção dos motoristas e a atuação dos falsificadores de documentos. "A nota mínima da prova é 7 e tem até testes de redação. Quando o candidato perceber que não passou, com certeza ele comprará uma carta para continuar trabalhando", alegou. Ele defende que o programa de requalificação deva existir, mas ressalta que deveria ser feito em um período maior, de três ou quatro anos. Faltam hoje três meses para que o profissional adquira o certificado, já que o prazo é de seis meses, contando a partir da data de publicação da portaria, que foi em novembro de 2001.Paulinho acredita que o governador possa revogar a portaria. ?A injustiça começa com a demissão de muitos trabalhadores. O governo tem de gerar empregos, não demissões?, defende, acrescentando que 600 mil pessoas serão prejudicadas com a portaria apenas em São Paulo. O presidente da Força entregará o pedido ao governador por escrito, acompanhado do presidente do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Urbanos de São Paulo, Edivaldo Santiago da Silva. O encontro está marcado para às 11 horas, no Palácio dos Bandeirantes.Outras frentes - O presidente da Força Sindical enviou também ao ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, um documento em caráter de urgência explicando os problemas e as possíveis soluções para a portaria, esta semana. Dornelles se prontificou a conversar sobre o caso com os ministros da Justiça (Aloysio Nunes Ferreira) e dos Transportes (Alderico Lima), quando visitou a sede da Força Sindical no início da semana passada.

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