Paulinho oficializa licença e Miguel Torres assume a Força Sindical

Nota divulgada pela Central não cita o motivo pelo qual o deputado deixou o cargo

Ayr Aliski, Agência Estado

28 Outubro 2013 | 16h01

Brasília - O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, assumiu nesta segunda-feira, 28, a presidência da Força Sindical. Ele substitui o deputado federal Paulo Pereira da Silva (SDD-SP), o "Paulinho da Força", que teve seu pedido de licença por tempo indeterminado oficializado durante reunião da Comissão Executiva da Central, em São Paulo.

Miguel Torres é o terceiro a assumir a presidência, em 21 anos de existência da Força. Paulinho foi o presidente que mais tempo ficou no cargo, de 1999 a 2013. Antes dele, O Luiz Antonio de Medeiros havia presidido a Central desde a sua fundação, em 1991.

Em nota, a entidade cita que Miguel Torres assume o cargo com o compromisso de continuar a luta da Central, do líder Paulinho da Força, dos dirigentes de todo o País, em conjunto com o movimento sindical unificado e os movimentos sociais. O texto destaca as ações pela Pauta Trabalhista, em defesa dos direitos da classe trabalhadora, trabalho decente, segurança e saúde nos ambientes de trabalho.

"Vamos continuar nossa luta pela redução dos juros, correção da tabela do IR, redução da jornada de trabalho, pelo fim da rotatividade no trabalho e das terceirizações", afirma o novo líder da entidade.

Miguel Torres nasceu em 1º de outubro de 1958, em São Paulo, é casado pela segunda vez e pai de três filhas. Começou a trabalhar na área metalúrgica aos 14 anos. É ativista sindical desde o final dos anos 1970.

A nota divulgada pela Força Sindical não cita o motivo pelo qual Paulinho deixa a presidência da entidade. Recentemente, entretanto, ele esteve dedicado à criação do partido Solidariedade (SDD). Até então, Paulo Pereira da Silva era do PDT.

Paulinho deve, portanto, concentrar esforços no fortalecimento do novo partido, desejo que já tinha manifestado anteriormente. Ele também deve voltar a se candidatar a uma vaga como deputado federal, agora sob o SDD, no ano que vem.

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