Nilton Fukuda/AE - 11/10/2012
Nilton Fukuda/AE - 11/10/2012

Paulinho nega que apoio a Serra seja 'posição pessoal'

Ministro do Trabalho critica candidato derrotado e diz que posição no PDT é 'isolada'

Daiene Cardoso, da Agência Estado

17 de outubro de 2012 | 17h46

SÃO PAULO - O deputado federal Paulo Pereira da Silva, candidato derrotado do PDT à Prefeitura de São Paulo, negou nesta quarta, através de sua assessoria de imprensa, que a decisão de apoiar o candidato tucano José Serra na disputa municipal seja uma posição pessoal dele, como afirmou na manhã desta quarta-feira, 17, o ministro do Trabalho, Brizola Neto.

 

Durante encontro do candidato do PT, Fernando Haddad, com sindicalistas, Brizola Neto, que também é vice-presidente nacional do PDT, enfatizou que a posição de Paulinho era "isolada" no partido, uma vez que o apoio a Serra não tinha sido discutido nas instâncias internas do partido. Nesta terça (16), a Executiva Nacional do PDT contrariou Paulinho e formalizou o apoio a Haddad em São Paulo.

 

"O ministro Brizola Neto está mal informado sobre as decisões partidárias", rebateu Paulinho. Segundo a assessoria do deputado federal, a decisão de firmar apoio a Serra passou pelos diretórios municipal e estadual da legenda. "O PDT nacional apenas recomendou que se apoiasse o Haddad."

 

Durante discurso de apoio ao candidato petista, Brizola Neto disse que a vitória de Haddad em São Paulo é a chance da cidade se "alinhar" ao projeto de desenvolvimento do governo federal. "Não poderíamos nós do PDT, numa eleição com a eleição de São Paulo, com o caráter nacional que tem a eleição em São Paulo, nos calar. O PDT tem lado, e é o lado dos trabalhadores", disse o ministro.

 

Brizola Neto ressaltou ainda que respeita a posição de Paulinho, mas que a decisão do Diretório Nacional do PDT se estende ao partido em São Paulo. "Ontem [terça], a Executiva Nacional, por unanimidade, decidiu que o PDT em São Paulo apoia o lado certo", declarou, em seu discurso.

 

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, também participou do ato em apoio a Haddad e negou que haja um racha na entidade que tem Paulinho como referência. "A central é pluripartidária. Cada um escolhe o que acha melhor", justificou Juruna.

 

João Batista Inocentini, presidente da Associação dos Aposentados da Força Sindical e filiado ao PDT de São Paulo, também participou do evento pró Haddad. "Eu falei para ele que o Serra eu não apoiaria. O apoio a Haddad representa a esperança. O outro candidato nós já conhecemos", disse Inocentini.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.