Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Paulinho nega envolvimento com caso dos ratos soltos na CPI da Petrobrás

Servidor que soltou os animais durante a sessão na qual seria ouvido o tesoureiro do PT foi secretário do parlamentar até março deste ano

Daniel Carvalho, Daiene Cardoso e Ricardo Brito, O Estado de S. Paulo

09 Abril 2015 | 15h54

BRASÍLIA - O deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), negou nesta quinta-feira, 9, envolvimento com o caso do servidor que soltou cinco roedores no início da sessão da CPI da Petrobrás assim que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, entrou no plenário.


Agora exonerado, Márcio Martins de Oliveira era servidor em cargo de confiança lotado na Segunda Vice-Presidência da Câmara desde o dia 9 de março deste ano e recebia salário de R$ 2.315,99. O segundo vice-presidente da Casa é o deputado Giacobo (PR-PR) que não quis se manifestar e informou apenas, por meio de sua assessoria, que não pode se responsabilizar por atos de terceiros.


No entanto, de 12 de abril de 2012 a 8 de março de 2015, Oliveira trabalhou como secretário parlamentar de Paulinho da Força. O deputado informou, também por meio de sua assessoria, que não tem envolvimento com o episódio desta manhã. Segundo a assessoria de Paulinho, o deputado exonerou o servidor no mês passado e desde então não tem relação com ele.


No início da tarde, Márcio Martins de Oliveira foi liberado após prestar depoimento à Polícia Legislativa Federal. Antes do início da sessão, um servidor da Câmara que não foi identificado distribuiu dois panfletos com críticas à presidente Dilma Rousseff, a Vaccari, à ex-presidente da Petrobrás Graça Foster e ao ex-diretor de Engenharia e Serviços da Estatal Renato Duque. 

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