Paulinho Metanol divulga carta em que alega inocência

Um dia após ter se entregado à Polícia Federal, ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Salvador, Deputado Luís Eduardo Magalhães, o empresário dono da Sasil Comercial e Industrial de Petroquímicos Ltda e da Varient Distribuidora de Resinas Ltda, Paulo Sergio Cavalcanti, divulgou uma carta negando todas as acusações que resultaram na sua prisão, e de outras 23 pessoas, na Operação Alquimia da PF, quarta-feira da semana passada.

ELIANA LIMA, Agência Estado

23 de agosto de 2011 | 19h15

Na mensagem, distribuída pelo advogado Gamil Föppel, Cavalcanti, também conhecido como Paulinho Metanol, que está no Complexo Penitenciário de Mata Escura, na capital baiana, diz que existe uma "avalanche de acusações absurdas referentes à minha pessoa, minha empresa e meu patrimônio", e que por essa razão decidiu informar que nunca esteve foragido nem se furtou a esclarecer quaisquer dúvidas referentes aos seus negócios.

Ele afirma que estava em viagem de férias com a família quando foi deflagrada a Operação Alquimia. Acrescenta que deixou o País, há dez dias, sem nenhuma restrição, e retornou ao Brasil "na data prevista, de livre e espontânea vontade, e estamos prontos para apoiar a investigação que injustamente nos atingiu". Paulinho Metanol nega qualquer ligação societária ou pessoal com empresas sonegadoras, off shore ou não e afirma que as suas empresas são 100% auditadas e prezam pela transparência nas suas contas. Admite, porém, que manteve negócios comerciais de compras e vendas, na década de 90, com algumas das citadas no caso.

Paulinho Metanol é acusado de chefiar um esquema de sonegação fiscal por meio de empresas de fachada, que pode ter causado prejuízo de R$ 1 bilhão ao Fisco, informação que é rebatida pelo advogado. Segundo Gamil Foppel, a decisão judicial não fala em lugar nenhum sobre R$ 1 bilhão de sonegação. "Gostaria muito de saber de onde saiu essa cifra. O meu cliente, como pessoa física, como as pessoas jurídicas que preside são pautadas pela lisura fiscal", disse Foppel.

Ainda segundo Gamil, o empresário não sabe ao que ou a quem atribuir as acusações que lhe são feitas pela Polícia Federal. "A história demonstra que muitas são as pessoas que acabam sendo inocentadas após anos das acusações", declarou. Gamil disse que o cliente prestou um longo depoimento logo após a sua detenção, mas não adiantou quais os próximos passos da defesa. Limitou-se a informar que "o escritório está analisando a possibilidade de ingressar com novo pedido de habeas corpus, já que o primeiro foi indeferido. E concluiu assegurando que, obtendo a liberdade, Paulinho Metanol estará à disposição para prestar qualquer esclarecimento.

Ao desembarcar ontem em Salvador, Paulo Sérgio já tinha contra ele um mandado de prisão expedido pela Justiça Federal. Ele era considerado foragido. Durante a operação, foi confiscada uma ilha, na Baía de Todos os Santos, avaliada em R$ 15 milhões, que supostamente pertence ao empresário, onde a PF encontrou 2,4 kg em barras de ouro e barras de prata, armas, quadriciclos, barco à vela, entre outros objetos de luxo.

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