Paulinho entrega defesa e reafirma ser vítima de 'perseguição'

Deputado do PDT é acusado de suposto envolvimento em esquema de fraudes do BNDES, descoberto pela PF

14 de maio de 2008 | 14h19

O deputado Paulo Pereira da Silva(PDT-SP), presidente da Força Sindical, entregou nesta quarta-feira, 14,  sua primeira defesa ao corregedor da Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE). Reafirmou ser vítima de uma "perseguição política" por causa de sua atuação em defesa dos trabalhadores e disse estar buscando identificar as pessoas que o estariam perseguindo. "Um punhado de nomes", declarou Paulinho, em entrevista após deixar o gabinete do corregedor.  Veja também: Especial: Entenda a Operação Santa Tereza  ONG da mulher de Paulinho recebeu R$ 1 mi do BNDES Vice da Força é dirigente de entidade que recebeu R$ 82 mil Acusado doou R$ 37 mil de origem incerta a ONG da mulher de Paulinho Corregedor quer processo de cassação para Paulinho Paulinho diz estar 'apanhando' no caso BNDES e abrirá sigilos O deputado confirmou que conversou com o advogado Ricardo Tosto, como revelou reportagem publicada nesta quarta-feira  no Estado de S.Paulo, insistindo para que ele não se afastasse do cargo de consultor do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Ele (Tosto) me ligou e fiz questão de falar para ele ficar", relatou Paulinho, lembrando que a central Força Sindical divulgou nota a favor da permanência de Tosto no BNDES. "Eu falei para ele ficar e que não aceitávamos a saída dele nem por um período. Ele queria se afastar para se defender. Eu falei: `a Força Sindical não aceita'", contou o deputado. A conversa entre Paulinho e Tosto, revelada pela reportagem, foi gravada pela Polícia Federal no dia 27 de abril. Tosto, indicado pela Força Sindical para o conselho do BNDES, foi apontado pela PF como suposto integrante de organização que desviava recursos do banco. Na sua defesa, Paulinho rebate as acusações divulgadas pela imprensa. Informou que, caso cheguem os documentos do Ministério Público, apresentará nova parte das respostas. No documento entregue hoje, relata que não se apontou nenhum "dado concreto, palpável, objetivo" que ligue seu nome a um suposto esquema de desvio de recursos do BNDES. "Atirou-se seu nome no lodaçal da infâmia com a alusão a que teria recebido propina do `esquema', mas nada se apresentou, em real perspectiva - leia-se, pois: documentalmente, materialmente -, em ordem a demonstrar a percepção, por ele, de qualquer valor a tal título", diz a defesa escrita do deputado.

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