Paulinho deixará presidência do PDT-SP esta semana, diz Lupi

Ministro, que está em Genebra, diz que saída do deputado será 'boa para dar tranqüilidade até para eleições'

Jamil Chade, de O Estado de S.Paulo

09 de junho de 2008 | 14h39

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, informou que o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP) renunciará à presidência do PDT  ainda nesta semana. "Isso (a saída) deve ocorrer nos  próximos dias", afirmou o ministro, que é do PDT. "A  saída será boa para dar tranqüilidade até paraas  eleições em São Paulo", afirmou Lupi. Paulinho corre risco de ser cassado pela Câmara sob  acusação de participar de um esquema de desvio de  recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico  e Social (BNDES). O deputado cogitava lançar sua  candidatura para vice-prefeito. Mas Lupi acredita que  isso não ocorrerá. "Não há clima", disse.   Veja também: BNDES foi vítima em caso de desvio de verbas, diz Coutinho  Entenda a operação Santa Tereza  Leia a íntegra do relatório da PF  Grampo da PF liga Paulinho ao caso BNDES   O ministro está em Genebra participando da Assembléia  Mundial do Trabalho, que ocorre anualmente na ONU e que  reúne ministros de todo o mundo.   Lupi, porém, criticou a imprensa por ter "preconceitos"  em relação ao deputado. "Se eu que nem fui sindicalista  sinto preconceito, o caso é ainda mais sério com ele",  disse o ministro. Lupi conta que, nos últimos dias,  pegou o ônibus em Genebra para se deslocar.  O discurso de Lupi é parecido ao do ex-ministro da  Previdência, Luiz Marinho, que também afirmou que  Paulinho teria sido alvo de "preconceito".   Trem da Alegria     Lupi, porém, não estava sozinho na  ONU. Seu discurso foi acompanhado por senadores,  deputados e lideranças sindicais que viajaram até  Genebra. A delegação brasileira era tão grande que teve  de ocupar os lugares de outros países, como Brunei e  Bolívia, que por ordem alfabética ficavam ao lado das  cadeiras reservadas ao País.   Entre os senadores estavam Franscisco Dornelles, Mão  Santa, Bernardo Cabral, Valter Pereira e Wilson Leite.  Os deputados Albano Branco, Elcione Barbalho e Nelson  Marquezeli também fazem parte da delegação. Muitos  chegaram na sexta-feira passada.   Todos acompanharam atentamente o discurso de Lupi, mas  muitos abandonaram a sala assim que o ministro terminou  sua fala. Não antes sem felicitar Lupi pelo discurso,  enquanto o ministro do Trabalho da Turquia, o próxima  na lista de oradores, tentava se fazer ouvir na sala de  conferências da ONU.   A Assembléia da Organização Internacional do Trabalho  começou há duas semanas e todas as principais decisões  deste ano já foram tomadas. Nesta semana, o encontro se  limita a discursos e festas promovidas por grupos de  interesse. Na noite de ontem, a Conferderação Nacional  do Comércio promoveu um jantar em um dos locais mais  caros de Genebra, o Parc des Eaux-Vives.   Mas mesmo assim, os representantes brasileiros optaram  por aparecer quando as decisões já haviam sido tomadas.  Não por acaso, senadores e deputados tinham dificuldade  para dizer qual seria sua agenda de trabalho em  Genebra.   O governador da Bahia, Jacques Wagner, também estará em  Genebra nesta semana e lançará uma campanha para o  combate ao trabalho infantil no Estado.

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